Hazel Henderson
Foto: Vicki Robin
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Economista, escritora e futurista autodidata. Estas palavras nos dizem pouco, mas abrem uma brecha para entender a grandiosidade de quem foi Hazel Henderson. No último domingo, em 22 de maio de 2022, Hazel faleceu ou – para usar suas palavras – tornou-se virtual. 

Aos 89 anos, a britânica radicada nos Estados Unidos deixa um grande legado. Ela escreveu nove livros e centenas de artigos. Alguns dos escritos podem ser encontrados em sebos virtuais brasileiros. Foi precursora do que hoje chamamos de sustentabilidade, tendo já afirmado há 40 anos que o mundo necessitava sair da era dos combustíveis fósseis e entrar para a economia verde.

Não é preciso se aprofundar muito em sua história para entender o quanto para ela era óbvio que os custos humanos e sociais deveriam ser levados em conta na economia. Há muito questionava as falhas de avaliar o desenvolvimento de um país baseando-se no PIB, sem levar em conta indicadores de bem estar ambiental. Na década de 80, se tornou uma das primeiras investidoras em empresas de energia renovável.

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Seu “poder” visionário ia além. Quando o acesso a internet ainda era restrito aos monitores de tubo, Hazel já acreditava neste meio como forma de mobilização da sociedade civil. A internet, junto aos meios de comunicação, segundo ela, criaram uma novidade: a força da opinião pública do cidadão comum. 

Foto: Tirada por Jonathan Wilson em sua casa na Flórida (2009)

Suas ideias não ficavam apenas em palavras ou papéis. Hazel era também ativista e envolveu-se a tal ponto na luta contra a poluição do ar que, nos anos 60, convenceu a prefeitura de Nova York e as principais emissoras de TV e rádio a criarem o primeiro Índice de Poluição do Ar para transmissões meteorológicas. 

Posteriormente, foi nomeada Cidadã do Ano pela Sociedade Médica do Condado de Nova York por sua liderança ambiental e foi reconhecida por Lyndon Baines Johnson (Presidente dos EUA na época) na assinatura da Lei do Ar Limpo.

Hazel Henderson também fazia parte de um grupo de boicote de compra de ações de empresas que fabricam armas e não têm um bom desempenho ambiental. Um grande posicionamento para quem passou a vida nos Estados Unidos – país de grande lobby às armas. 

Foto: Divulgação

Hazel era otimista. Acreditava e mostrava que era possível vivermos em um mundo melhor. “O ser humano é muito mais cooperativo do que competitivo, cientistas de diferentes áreas demonstram isso hoje. Já acreditamos que a competição era o que determinava a evolução da nossa espécie, mas estávamos errados”, afirmou certa vez em entrevista à TV Cultura. 

Hazel Henderson nasceu em 1933 em Bristol, Inglaterra, e faleceu em Saint Augustine, na Flórida, onde morava.

Para conhecer mais as ideias desta brilhante mulher, confira sua entrevista ao Roda Viva

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