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Floresta da Tijuca
Foto: Divulgação

No Alto da Boa Vista, bairro localizado em uma das áreas mais verdes da cidade do Rio de Janeiro, um antigo sítio da década de 1940 se transformou em um projeto inovador de turismo de base comunitária e educação ambiental. O espaço abriga o Agrega Alto, iniciativa voltada a estudantes, universidades, turistas e moradores interessados em vivências educativas e ecológicas na região da Floresta da Tijuca.

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Criado em 2022, o projeto é liderado pelo educador ambiental, agricultor e guia de turismo Dirlei Silva. A ideia nasceu do desejo de preservar a área onde viveu seu avô, responsável por construir a história da família naquele território.

Segundo Dirlei, o local tem um forte valor histórico e afetivo. Foi ali que seu avô criou 14 filhos e sustentou a família por meio da agricultura, legado que hoje inspira as ações de educação ambiental, agricultura sustentável e valorização do território promovidas pelo Agrega Alto.

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Turismo de base comunitária na Floresta da Tijuca

O Agrega Alto oferece uma série de experiências voltadas ao turismo sustentável, educação ambiental e vivências comunitárias. As atividades incluem:

  • caminhadas ecológicas guiadas pela floresta

  • visitas à horta pedagógica e sistemas de agrofloresta

  • experiências de gastronomia afetiva preparadas no fogão a lenha ou em restaurantes locais

  • caminhadas históricas pela região e pela floresta

  • possibilidade de pernoite em área de camping

turismo Floresta da Tijuca
Foto: Divulgação

Todas as atividades são conduzidas por moradores capacitados da própria comunidade, que atuam como guias e facilitadores das experiências, fortalecendo a economia local e o vínculo entre visitantes e território.

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Capacitação em mínimo impacto ambiental

Em fevereiro deste ano, os moradores envolvidos no projeto participaram de uma capacitação especializada em práticas de mínimo impacto ambiental em trilhas e áreas naturais.

Durante o treinamento, os participantes aprenderam técnicas para:

  • reduzir resíduos durante atividades em trilhas

  • preservar fauna e flora em áreas naturais

  • planejar e utilizar áreas de acampamento de forma responsável

  • usar fogueiras com segurança

  • aplicar princípios internacionais de mínimo impacto ambiental

Além da formação técnica, os moradores passam agora a atuar também como multiplicadores de conhecimento, podendo oferecer cursos, oficinas e palestras para novos visitantes e estudantes.

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Agrega Alto
Foto: Divulgação

“Recebemos pelo menos uma escola por mês, podendo chegar a cinco em determinados períodos. As atividades incluem caminhada interpretativa, com leitura do estrato arbóreo e identificação de espécies, e caminhada pedagógica, com temas que podem ser sugeridos pelas instituições, como preservação ambiental, clima, importância da água e reflorestamento”, explica Dirlei Silva, fundador do Agrega Alto.

Certificação internacional em educação ambiental

Os participantes receberam certificação da Leave No Trace, organização internacional referência em práticas de mínimo impacto em ambientes naturais.

O treinamento Leave No Trace (Não Deixe Rastro) – Instrutor Nível 1 foi ministrado pelo Gear Tips, empresa que vem promovendo o curso em parques e unidades de conservação em diferentes regiões do Brasil, muitas vezes com formato subsidiado e apoio de parceiros.

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Agrega Alto
Foto: Divulgação

“A conservação deve fazer parte da experiência. Quem visita áreas ao ar livre, deve saber quais impactos causa e quais ações para evitar que eles aconteçam. Já levamos o curso para o Parque Nacional da Tijuca, Serra dos Órgãos, Chapada dos Veadeiros, Chapada Diamantina e outros lugares do Brasil”, afirma Pedro Lacaz Amaral, fundador do Gear Tips. A formação é essencial para estimular práticas responsáveis em ambientes naturais seja na Floresta da Tijuca ou em qualquer outro local.

Educação ambiental e experiência qualificada

Com a capacitação, a expectativa é ampliar ainda mais a qualidade das experiências oferecidas no território e fortalecer o turismo comunitário na região do Alto da Boa Vista.

Para Dirlei, o treinamento reforça a importância da preparação técnica para quem trabalha com atividades em ambientes naturais. “Não basta conhecer a região ou ter boa vontade. É fundamental estar preparado para proporcionar uma experiência de qualidade para todos”, conclui.

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