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Aventura de Tamara Klink vira documentário da Maria Farinha

Produção destaca a primeira invernagem feminina registrada no Ártico e o olhar íntimo da própria navegadora Tamara

Tamara Klink. Foto: Jorge Brivilati

Aos 26 anos, a velejadora e escritora Tamara Klink navegou sozinha até a Groenlândia e acabou presa por oito meses no mar congelado do Ártico. A experiência a tornou a primeira mulher registrada no mundo a invernar sozinha nos polos. Durante todo o período, teve apenas três companheiros: o pequeno veleiro de 34 pés (10 metros), o Sardinha II, seu diário pessoal e sua câmera. Esses registros íntimos e exclusivos agora darão origem a um documentário produzido pela Maria Farinha Filmes.

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O longa será construído a partir das imagens captadas pela própria Tamara e convida o público a embarcar em uma viagem pelo seu mundo interno — seus sonhos, pesadelos e fantasias — enquanto vive imersa na beleza e nos desafios extremos da jornada.

“Tamara nos leva em uma viagem poética, crua, autêntica. Ela é uma artista completa. As imagens que ela faz são como um portal que nos convida generosamente a acompanhá-la em suas jornadas externas e internas. Sua trajetória é única, mas acaba se tornando uma inspiração para muitas pessoas que buscam a coragem para qualquer decisão que desejem tomar. O documentário vai mostrar a importância da conexão com a natureza – que faz parte de quem somos – e que a busca pela nossa essência é uma profunda viagem para dentro de nós”, comenta Estela Renner, uma das sócias fundadoras da Maria Farinha Filmes.

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“A Maria Farinha cria histórias que inspiram mudanças positivas nas pessoas e no mundo. Presa no gelo marinho, fui livre. Meu objetivo é fazer dessa invernagem o ponto de partida para uma revolução de perspectivas sobre o que é ser humano”, afirma Tamara Klink.

Filha do pioneiro e renomado navegador Amyr Klink — primeira pessoa a remar o Oceano Atlântico Sul em solitário, da Namíbia ao Brasil, em 100 dias — Tamara cresceu cercada por inspiração. Ainda assim, não contou com ajuda direta do pai nessa jornada, em um gesto simbólico de quem escolhe trilhar o próprio caminho.

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Além da invernagem, Tamara já realizou duas travessias do Atlântico em solitário e acaba de se tornar a mulher mais jovem do mundo a completar a Passagem Noroeste solo. Seus relatos em livros e redes sociais transformaram-na em uma referência de liberdade e independência feminina.

O longa está em fase de montagem.

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