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A história de Jo Nemeth é muito parecida com a da alemã Heidemarie Schwerner, que há mais de 18 anos largou o emprego, vendeu sua casa e hoje vive sem dinheiro. No caso da australiana Jo Nemeth, a mudança é mais recente. Há um ano ela resolveu pedir demissão do emprego e viver a partir de seus próprios esforços.

A casa em que vive hoje é um pequeno abrigo, quase um acampamento na propriedade de um amigo. É neste espaço que ela consegue todo o necessário para a sua própria sobrevivência. Apesar de ser um estilo de vida totalmente diferente do que aquele que a sociedade do consumo considera normal, ele não é novo, é apenas uma versão atual dos modelos de subsistência de outras eras.

Em entrevista à mídia local, Jo explica o que a levou a uma mudança tão radical. Segundo ela, tudo começou com questionamentos próprios sobre os impactos que as suas escolhas e hábitos individuais estavam causando no planeta. Para a australiana, toda a questão não está relacionada ao dinheiro em si, mas às alternativas para viver um estilo de vida de baixo impacto ambiental.

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A sua rotina hoje é totalmente simples e, no começo, ela até chegou a se questionar se não estava sendo preguiçosa ou acomodada, simplesmente por não estar seguindo os padrões de sucesso impostos pelo consumo. Mas, isso logo passou.

Um dia comum inclui horas de trabalho no cultivo de alimentos orgânicos em uma horta que é a sua principal fonte de abastecimento, mais duas horas cozinhando o que é colhido no local, muito tempo lendo, conversando com amigos ou simplesmente passeando pela cidade.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Foi somente depois que decidiu viver sem dinheiro que ela passou a realmente conhecer mais pessoas e a própria região em que vive. Por não depender de capital próprio, muitas vezes serviços são usados como moeda de troca ou ela se aproveita de coisas que seriam descartadas por empreendimentos ou pessoas. “A regra é assim: eu não quero usar os recursos se eles forem produzidos apenas para o meu próprio benefício”, explicou Jo ao site NorthernStar. Isso não a impede de pegar caronas, por exemplo, mesmo que os carros tenham impactos ambientais.

A australiana garante que, desde que adaptou o seu estilo de vida, está mais feliz e saudável. “Eu trabalho muito no plantio e a minha dieta mudou. Além disso, eu não produzo todo o lixo que produzia antes. Estou me sentindo muito melhor”. Apesar de ter começado há, aproximadamente, um ano, Jo não pretende parar nunca mais.

Em seu blog, a australiana compartilha todos os detalhes desta experiência e dá dicas para quem deseja seguir no mesmo caminho.

Clique aqui para relembrar a história de Heidemarie Schwerner, que já vive há mais de 18 anos sem dinheiro.

Redação CicloVivo

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