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Atuação colaborativa e restauração: Suzano apresenta resultados na COP30

Companhia consolida seu protagonismo e sinaliza uma nova fase para o setor privado brasileiro na agenda de clima e natureza

Published 20/11/2025
corredor Suzano

A Estratégia de Natureza reforça compromissos já assumidos pela companhia, como o de criar corredores ecológicos. Foto: Suzano

A participação da gigante brasileira Suzano na COP30, antes mesmo de sua Vice-presidente executiva de Sustentabilidade, Comunicação e Marca), Malu Paiva, abrir a fala no painel “Land restoration for climate: private sector progress and solutions“, já demonstrava seu novo status. Apresentada por líderes globais como uma das primeiras companhias apoiadoras da agenda de ação climática real, a executiva reforçou a posição da Suzano no seleto grupo de corporações que priorizam métodos, métricas, escala e resultados concretos em detrimento de meros anúncios de compromisso.

Colaboração no centro da restauração

Em painel que reuniu nomes de peso como Chris Armitage (Global EverGreening Alliance), Praveena Sridhar (Save Soil), Jim Andrew (PepsiCo) e Dra. Leigh Ann Winowiecki (CA4SH), Malu Paiva chamou a atenção ao focar em uma abordagem sistêmica. Em vez de ostentar grandes volumes de investimento, ela estruturou sua contribuição em uma matriz fundamental: quem faz, como faz e em qual território faz.

Para a executiva, a verdadeira escala da restauração só será alcançada com a convergência transparente de ciência, financiamento, inovação e conhecimento tradicional. “Todo ator é relevante se estiver aberto ao diálogo. Escalar restauração não é apenas técnica ou financiamento: é empatia, confiança e capacidade real de colaboração”, afirmou.

Painel com Malu Paiva, Vice-presidente executiva de Sustentabilidade, Comunicação e Marca da Suzano, durante a COP30. Foto: Reinaldo Canto

A executiva destacou um ponto crucial: o relacionamento com as comunidades impacta diretamente a estratégia e o risco operacional da empresa, mencionando que conflitos podem gerar consequências materiais reais, como a paralisação de ferrovias e o fechamento de acessos a fábricas.

Essa visão orientou a criação do modelo Territórios Resilientes, citado durante a COP30. O programa reproduz uma “mini Suzano” em regiões consideradas críticas, integrando áreas social, ambiental, jurídica, industrial e florestal para uma resolução conjunta de problemas com as comunidades.

Os resultados dessa integração, associados à aplicação de novas tecnologias e à evolução de ações colaborativas, já são palpáveis e contribuíram para:

“A maturidade da empresa foi construída em jornada. A Suzano não foi sempre assim. Hoje somos capazes de dizer onde há problemas e como pretendemos resolvê-los, sem negar responsabilidades”, avaliou Malu Paiva, reconhecendo a evolução da companhia.

Estratégia de natureza: Ciência e Ambição

70% dos corredores ecológicos previstos ficam dentro das áreas da companhia. | Foto: Suzano

A participação na COP30 articula-se também com a recém-lançada Estratégia de Natureza da Suzano, que funde ciência, governança territorial e compromissos globais de biodiversidade. A iniciativa ambiciosa inclui:

Tudo isso soma-se às robustas metas climáticas já assumidas pela companhia, como a redução de 50,4% nas emissões absolutas (escopos 1 e 2) até 2032, 15% na captação de água nas fábricas e 70% nos resíduos enviados a aterros, até 2030.

Credibilidade em vez de slogans

Em um movimento estratégico e incomum para grandes conferências, Malu Paiva optou por quase não mencionar o nome da Suzano durante o painel.

“O melhor discurso sobre nós foi feito pelos outros. O painel não era sobre a Suzano, era sobre como o mundo vai restaurar ecossistemas e colocar as pessoas no centro”, explicou a executiva, enfatizando que credibilidade é construída com coerência, não com autopromoção.

A Suzano tem como conectar 500 mil hectares de fragmentos florestais por meio de corredores ecológicos. | Fotos: Suzano

Em meio a um cenário global cada vez mais exigente com o papel das corporações, o caso da Suzano sugere um caminho de sucesso: a combinação entre escala e transparência, ciência e comunidade, floresta e economia. A participação na COP30 sinaliza que o setor empresarial brasileiro tem plenas condições de ocupar um lugar estratégico na agenda global de natureza e clima, desde que consiga entregar resultados verificáveis, e não apenas meras promessas.

O jornalista Reinaldo Canto tem mais de 30 anos de experiência em jornalismo socioambiental.

 

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