Algumas das mais belas paisagens da América do Sul podem ser encontradas na transfronteiriça Bacia do Alto Paraguai, que ocupa uma área de 624.320 km2 entre Brasil (62%), Bolívia (20%) e Paraguai (18%). Ela tem recursos hidrológicos importantes para o abastecimento de aproximadamente três milhões de pessoas que vivem nas cidades da região. No centro dessa bacia fica o Pantanal, uma das maiores áreas úmidas continentais do planeta e bioma considerado Patrimônio Nacional e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera. Quase cinco mil espécies de plantas e animais vivem no Pantanal, que é um dos principais abrigos para espécies altamente ameaçadas, como: a onça-pintada, a ariranha, o tatu-canastra, o tamanduá-bandeira, o cervo-do-pantanal e o lobo-guará.

Esse tesouro da Natureza é o tema do concurso de fotografias que o WWF-Brasil lança em setembro. Ele é aberto aos residentes destes três países – Brasil, Bolívia e Paraguai – e quer valorizar as paisagens, biodiversidade e o turismo em Áreas Protegidas, públicas ou privadas do Pantanal, assim como de toda a Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai. Por meio das imagens, o concurso regional busca promover o conhecimento sobre a importância das Áreas Protegidas para o Pantanal.

“É da natureza e sua biodiversidade que obtemos os alimentos que comemos, a qualidade do ar que respiramos, os medicamentos que nos curam e tantos outros serviços ambientais”, destaca Júlio Cesar Sampaio, Gerente do Programa Cerrado Pantanal, do WWF-Brasil. “Sem a biodiversidade, a vida é abalada em todos os seus aspectos”, resume, lembrando que recentemente, a ONU (Organização das Nações Unidas) e animais e plantas enfrentam risco de extinção”, anunciou em relatório que mais de 1 milhão de espécies de seres vivos está ameaçada de extinção.

Além de garantirem belas paisagens e a preservação da vida silvestre, as Áreas Protegidas, como a da Bacia do Alto Paraguai, são uma das mais eficazes maneiras de proteger ecossistemas naturais e, por consequência, a biodiversidade. No Brasil, menos de 5% do bioma Pantanal é coberto por áreas naturais protegidas, o que está abaixo das metas definidas nas convenções internacionais. Já na Bolívia, 3,9 milhões de hectares do bioma foram declarados Áreas Protegidas. Apenas 16% do Pantanal Paraguaio são protegidos – 3,8% como áreas silvestres protegidas (públicas e privadas) e 12,2% dos territórios indígenas – embora ele abrigue uma grande riqueza biológica com registros de mais de 60% das espécies de aves do país e um dos principais refúgios de espécies muito ameaçadas em seus 42.000 km² de extensão.

As inscrições vão de agora até 11 de novembro pelo site. Serão duas fases de votação, sendo a última aberta ao público. O primeiro colocado ganhará uma Câmera Sony Alpha A6400 Mirrorless com Lente 16-50mm; o segundo colocado ganhará uma câmera Gopro Hero 7 Black + Cartão 32GB sandisk extreme; o terceiro colocado ganhará um Kit Tripé Manfrotto MK190XPRO3-3W com cabeça 3-WAY pan/tilt.

Para participar, basta entrar no site, preencher a ficha e fazer o upload de até cinco imagens, coloridas ou em preto e branco, entre 3 e 12 MB com resolução preferencial de 300 dpi. As fotos precisam obrigatoriamente terem sido feitas em Áreas Protegidas do Pantanal e ou da Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai no Brasil, Bolívia ou Paraguai, abordando temas como as paisagens naturais, a biodiversidade (fauna e flora), o turismo e a interação entre ser humano e natureza nessas áreas protegidas, sejam elas públicas ou privadas. É necessário também preencher nome e localização da área protegida onde a imagem foi registrada e fazer uma breve descrição da fotografia e da motivação em registrar o momento. Os participantes devem ter mais de 18 anos.

A seleção será feita em dois momentos distintos: primeiramente, comissões julgadoras de cada país, formadas por membros do WWF-Brasil, WWF-Bolívia, WWF-Paraguai e parceiros, selecionarão cinco fotos de seu próprio país. As 15 fotos semifinalistas serão submetidas a votação pública site do concurso.

O concurso é promovido pelo WWF-Brasil, WWF-Bolívia, WWF-Paraguai e também pelo Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal e financiado pela União Europeia.

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