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Quando a cidade encontra a natureza: São Paulo no DNU 2025

Desafio da Natureza Urbana 2025 completa 10 anos e movimenta São Paulo com atividades gratuitas de observação entre 25 e 28 de abril

Grupo da excursão no Parque Natural Municipal Varginha realizada pelo Instituto AMPARA Animal em parceria com UMAPAZ/SVMA e RBN durante o Desafio da Natureza Urbana de 2024. Foto: Felipe Andreucci

A cidade de São Paulo se prepara para mais uma edição do Desafio da Natureza Urbana (DNU) – City Nature Challenge 2025, que neste ano celebra uma década como o maior evento de ciência cidadã voltado à biodiversidade urbana do planeta. Com programação gratuita e aberta ao público, o DNU convida pessoas de todas as idades a registrarem seres vivos silvestres — de plantas e fungos a animais — em qualquer canto da cidade.

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Entre os dias 25 e 28 de abril, moradores e visitantes poderão explorar parques, praças, calçadas e quintais para observar e registrar a natureza ao seu redor utilizando o aplicativo gratuito iNaturalist. A expectativa é que São Paulo se destaque mais uma vez entre as cidades participantes, superando os números impressionantes de 2024, quando foram feitas mais de 25 mil observações, com quase 2.600 espécies diferentes registradas.

“Ampliamos a rede de parceiros e atividades para diferentes regiões da cidade e esperamos manter São Paulo na liderança global, entre as 10 cidades com maior número de espécies”, afirma Luccas Longo, biólogo e gerente de projetos educativos do Instituto AMPARA Animal, responsável pela organização local do evento.

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Programação diversificada em toda a cidade

Desde 2021, o Instituto AMPARA Animal realiza o desafio em São Paulo, em parceria com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e a Rede Brasileira de Naturalistas. Neste ano, a agenda está ainda mais ampla, com atividades promovidas também pela Fundação Florestal, Centro de Estudos Ornitológicos, Estação Biologia da USP, Projeto CAPA, FMU, UNISA, entre outros.

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A programação inclui excursões guiadas, oficinas educativas e atividades de observação com o objetivo de sensibilizar o público para a ciência e a conservação da biodiversidade. A agenda completa está disponível no Instagram oficial: @amparasilvestre.

Como participar

O DNU é acessível a todos. Para participar, basta:

  • Explorar: participar das atividades ou observar por conta própria, em qualquer local.
  • Registrar: fotografar ou gravar sons de seres vivos silvestres encontrados.
  • Compartilhar: enviar os registros pelo aplicativo iNaturalist, disponível para Android e iOS.

Após o período de observações (25 a 28/04), será realizada a etapa de identificação das espécies entre os dias 29 de abril e 4 de maio, com o resultado global sendo divulgado em 5 de maio. Os dados podem ser acompanhados em tempo real pelo site oficial do evento: city-nature-challenge-2025.

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Mapa das localizações dos registros de biodiversidade gerado pelo iNaturalist para a cidade de São Paulo e Mogi das Cruzes durante o evento do Desafio da Natureza Urbana de 2024. Fonte: Inaturalist

A importância da ciência cidadã

Muito além da diversão e do contato com a natureza, o Desafio da Natureza Urbana é uma ação de impacto real para a ciência. Em 2024, os dados obtidos em São Paulo revelaram 110 novas ocorrências de espécies no Parque Natural Municipal Varginha e 69 novas ocorrências no Parque do Carmo. Também foram registradas espécies raras, pouco documentadas na cidade.

“A ciência cidadã envolve a sociedade na produção de conhecimento. Milhares de olhares atentos revelam o que muitas vezes passa despercebido, contribuindo para a pesquisa e para decisões políticas e ações de conservação”, destaca Longo.

Inserida no coração da Mata Atlântica, um dos maiores hotspots de biodiversidade do planeta, São Paulo abriga uma impressionante variedade de vida: mais de 1.300 espécies de animais e 4.500 espécies vegetais nativas catalogadas — e muitas ainda a serem descobertas.

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Participação nacional

Além de São Paulo, outras 13 cidades e regiões brasileiras participam do DNU 2025, dentre elas estão Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Manaus (AM) e Rio Branco (AC). Mas mesmo quem vive em cidades fora da lista oficial pode participar, os dados registrados serão contabilizados igualmente no panorama global.