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Carta pede foco para áreas úmidas na COP30, como o Pantanal

Mais de 150 organizações e cientistas de diversas partes do mundo entregaram documento à presidência da COP30

Published 01/10/2025
cheia pantanal

Vazante do Mangabal. Pantanal da Nhecolândia (MS). Foto: Luciano Candisani

As discussões na COP precisam incluir as áreas úmidas, como o Pantanal, no centro da agenda climática global. Esse é o pedido de mais de 150 organizações brasileiras e internacionais e de cientistas de diversas partes do mundo que entregaram hoje à presidência da COP30 uma carta, durante o evento oficial Pré-COP30, realizado no Auditório da Faculdade Insted, em Campo Grande (MS).

O documento alerta que as áreas úmidas são ecossistemas vitais para a regulação climática, armazenando mais carbono por unidade de área do que qualquer outro ecossistema terrestre. Ainda assim, vêm desaparecendo três vezes mais rápido do que as florestas, pressionadas por expansão agrícola, incêndios, retirada de água e exploração predatória.

O Pantanal foi citado como exemplo crítico: em 2020, quase um terço do bioma foi consumido pelo fogo, liberando 115 milhões de toneladas de CO₂ – volume equivalente às emissões anuais da Bélgica.

A iniciativa foi liderada pela Environmental Justice Foundation (EJF) em parceria com a Chalana Esperança e uma ampla coalizão de entidades, entre elas o SOS Pantanal, o Observatório do Clima, o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e o Onçafari.

Luciana Leite, da EJF, Ana Toni, CEO da COP30, e Leonardo-Gomes, do SOS Pantanal. Foto: Divulgação

“A COP30 é uma grande oportunidade de selarmos este compromisso em prol das áreas úmidas, uma vez que a maior e mais icônica delas está no Brasil, o nosso Pantanal”, destacou Leonardo Gomes, diretor executivo do Instituto SOS Pantanal.

O movimento simboliza um marco na mobilização global para que a COP30, em Belém, reconheça as áreas úmidas como peças-chave na luta contra a crise climática.

Foto: Gustavo Figueirôa,diretor de Comunicação e Engajamento do SOS Pantanal

A carta solicita que os países signatários do Acordo de Paris:

“Áreas úmidas são indispensáveis tanto para a mitigação quanto para a adaptação às mudanças climáticas, mas continuam perigosamente negligenciadas. Proteger o Pantanal e outras áreas úmidas é não apenas um imperativo climático, mas, também, uma questão de justiça”, afirmou Luciana Leite, representante da EJF no Brasil.

O Pantanal é um paraíso de biodiversidade. Na foto,. região da Serra do Amolar. Foto: SOS Pantanal
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