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Projeto transforma telhados de Amsterdã em esponjas verdes

Mais de 45 mil metros de tetos planos vão receber sistema que une vegetação, coleta de água de chuva e até painéis solares

telhado verde em Amsterdã
Foto: Resilio

O conceito de cidade-esponja faz cada vez mais sentido para ajudar a combater e mitigar as mudanças climáticas: mais verde nas áreas urbanas significa maior absorção de água de chuva, menos enchentes e, ao mesmo tempo, maior absorção de CO2 da atmosfera, temperaturas mais amenas, ar mais limpo e uma qualidade de vida para a população. E Amsterdã está colando esta ideia em prática, transformando os telhados da cidade em esponjas verdes.

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Os holandeses são famosos por sua capacidade de colocar em prática teorias para cidades mais sustentáveis, desde a adoção das bicicletas como meio de transporte até a incorporação de rios e canais à paisagem urbana. Agora, esta habilidade vai cobrir tetos da capital – aproximadamente 45 mil metros quadrados de telhados.

telhado verde sistema
Sistema que vai ser instalado em telhados planos de Amsterdã. Imagem: Resilio

Um sistema que vai cobrir os telhados com terra e plantas, também vai coletar a água das chuvas, evitando enchentes ao mesmo tempo que vai direcionar a água para o uso em descargas, torneiras e irrigação.

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Quando a previsão for de chuvas fortes, um sistema de válvula inteligente vai esvaziar a água da chuva armazenada nos bueiros e esgotos municipais com antecedência, permitindo que o telhado absorva a água e reduza as inundações na cidade.

teto verde amsterdã
Foto: Resilio

Em Amsterdã, 11 mil metros quadrados de telhados planos já estão equipados com estes sistemas que trazem benefícios tanto para casos de seca quando de chuvas, já que armazenar a água tem um papel importante nas duas realidades.

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O projeto recebeu o nome de Resilio e tem origem justamente na palavra resiliência. Com a previsão inicial de 4 anos, a iniciativa é fruto da parceria de diferentes empresas e organizações. Os custos para a implementação são significativos, mas evitam prejuízos muito maiores, nos âmbitos social, econômico e ambiental. É um investimento necessário para garantir abastecimento de água e uma cidade livre de inundações.

teto verde amsterdã
Foto: Resilio

As empresas Waternet, MetroPolder Company, Rooftop Revolution, HvA, VU, Stadgenoot, de Alliantie e De Key são algumas das responsáveis por cobrir muitos edifícios com samambaias, musgos, pequenos arbustos e sedum, um gênero que é particularmente adequado para telhados verdes.

No total, a capacidade de absorção dos tetos esponjas de Amsterdã supera 454 mil litros de água.

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telhado verde amsterdã
Foto: Resilio

“Achamos que o conceito é aplicável a muitas áreas urbanas ao redor do mundo”, disse Kasper Spaan, da Waternet, organização pública de gestão de água de Amsterdã. “No sul da Europa, especialmente na Itália e na Espanha, existem zonas realmente afetadas pela seca e um grande interesse pela captação de águas pluviais”.

Na verdade, o conceito de cidade esponja também pode ser benéfico para regiões afetadas pela seca e ondas de calor, já que a água absorvida pelos telhados durante as chuvas pode ser utilizada nas atividades da cidade e reduzir a pressão sobre aquíferos subterrâneos ou rios.

telhados verdes painéis solares em Amsterdã
Foto: Resilio

Outra possibilidade para os telhados verdes é combinar a vegetação com painéis solares. A evaporação da água manteria os painéis mais frios, o que potencializa a geração de energia, segundo alguns estudos.

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“No final das contas, nossa filosofia não é que em todos os telhados tudo seja possível. Mas que em todos os telhados algo é possível”, explica Spaan.