Aproveitar de resíduos plásticos para fabricar asfaltos na segunda cidade mais populosa dos Estados Unidos. Esta é a proposta da gestão pública de Los Angeles que começará a testar a novidade em breve.

O método basicamente fragmenta o plástico, transformando-o em óleo para substituir o betume. Essa composição é misturada com resíduos de asfalto (previamente triturados), criando um novo pavimento: mais forte do que o anterior. Ou seja, o diferencial está no fato de que, além de criar novo asfalto, a técnica permite reciclar o asfalto já danificado.

A ideia é reciclar diversos tipos de plástico sem uso que vão parar nos aterros, entre eles os plásticos PET – comumente usados na fabricação de garrafas.

O processo foi desenvolvido pela Technisoil, que, até o final deste ano, vai testar uma rua no centro de Los Angeles. Se as experimentações correram bem, é possível que o asfalto plástico seja introduzido no programa de pavimentação de estradas da cidade norte-americana.

Benefícios

A aplicação do asfalto plástico poderia reduzir os custos de material em 25%. Segundo a fabricante, os testes de laboratório mostraram que o produto pode ser de oito a 13 vezes mais forte. Por ser bastante resistente e durável, o Departamento de Serviços de Rua de Los Angeles estima que seu uso pode reduzir significativamente os custos de manutenção. Em vários aspectos, a alternativa seria mais viável economicamente do que o asfalto tradicional.

Outro claro benefício é dar um destino mais nobre aos resíduos plásticos, uma vez que o gerenciamento correto ainda é escasso.