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A partir desta sexta-feira (5), começam a funcionar dez novos bicicletários do metrô de São Paulo. Os espaços para as bikes dos usuários do sistema foram instalados em três linhas – azul, verde e vermelha – e os estacionamentos poderão ser usados gratuitamente por até doze horas. Depois deste período, serão cobrados dois reais por hora adicional.

A maior parte dos bicicletários foi construída na Linha 3 – Vermelha, nas estações Brás, Carrão, Corinthians-Itaquera, Guilhermina-Esperança e Santa Cecília. As estações Liberdade e Paraíso, localizadas na Linha 1 – Azul também contam com os estacionamentos, e na Linha 2 – Verde, as estruturas foram construídas nas paradas Tamanduateí e Vila Madalena. A estação Sé, que faz baldeação entre as linhas um e três também recebeu um estacionamento para bicicletas.

A princípio, cada bicicletário vai oferecer apenas dez vagas para bicicletas e no mínimo dez bikes estarão disponíveis para locação. De acordo com o Metrô, o aluguel é grátis nos primeiros sessenta minutos, mas quem precisar do veículo por mais tempo, deverá pagar dois reais por hora. “Dizer que o bicicletário é gratuito é algo questionável, pois já pagamos o valor da passagem do metrô”, diz o cicloativista Roberson Miguel.

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Até mês passado, o metrô contava apenas com três bicicletários, que foram desativados no último dia dez. Com a disponibilização dos novos estacionamentos para as bikes, somente o da estação Guilhermina-Esperança volta a funcionar normalmente: os outros dois, instalados no terminal Palmeiras-Barra Funda e no Anhangabaú, não serão reabertos.

Além disso, nenhuma estação na zona norte da cidade vai possuir um estacionamento para bikes. Segundo levantamentos oficiais, a capital paulista tem mais de quatro milhões de ciclistas, que usam a bicicleta como principal meio de transporte todos os dias. “Os números de vagas e bikes oferecidas pelo Metrô são, de longe, insuficientes. A reabertura dos bicicletários parece uma operação ‘tapa-buracos’, e todas as estações deveriam ter estes espaços próprios para as bicicletas”, opina o cicloativista. 

Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo

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