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Quando aplicar brises, cobogós e muxarabis no projeto?

Elementos são grandes aliados na filtragem da luz, na ventilação natural e na criação de espaços dinâmicos

brises cobogós muxarabis
Projeto do escritório Rawi Arquitetura + Design

Na arquitetura, forma e função caminham lado a lado e é nesse equilíbrio que os elementos que aliam funcionalidade à estética se tornam cada vez mais queridos. No caso dos brises, cobogós e muxarabis , as soluções se destacam na capacidade de controlar a entrada de luz, promover a ventilação natural e proporcionar privacidade, além de, claro, deixar cada ambiente com um charme marcante.

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“Brises, cobogós e muxarabis são itens inteligentes que elevam qualquer projeto no que diz respeito à sustentabilidade e funcionalidade. Junto com design, considere que todos eles acrescentam um grande apelo visual aliado com a personalidade e o frescor aos locais onde estão inseridos” explica o arquiteto Raphael Wittmann, à frente do escritório Rawi Arquitetura + Design .

Destrinchando um a um

Cobogó casa
O acesso principal da casa assinado pelo arquiteto Raphael Wittmann destaca o Cobogó Sol . Na face sudeste, ele garantiu o frescor da ventilação natural e luz no interior da edificação. À direita, um recorte ilustra o desenho da peça | Projeto do escritório Rawi Arquitetura + Design | Foto: Juliana Deeke

Para relacionar as diferenças entre os três, o arquiteto entende que é importante entender como cada um filtra a luz e ventilação de maneiras distintas. Dessa forma, ele analisa as necessidades específicas de conforto, estética e serventia do projeto para, só então, decidir qual especificação. Além disso, os materiais utilizados na composição variam, influenciando diretamente o desempenho e a aplicação ideal em diferentes projetos desenvolvidos.

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  • Muxarabis:

Originários da arquitetura árabe, os muxarabis foram amplamente adotados em regiões como o Norte da África e a Península Ibérica. Trazidos a partir dos portugueses para a arquitetura brasileira, se revelam, originalmente, na forma de gradis ou treliças de madeira, mas também são usados com outros tipos de materiais na função de criar divisórias ou cumprir o papel de revestimentos ou fechamentos de janelas e varandas.

Muxarabi
No projeto de marcenaria executado pelo arquiteto Raphael Wittmann para a área social deste apartamento, a porta pivotante, com acabamento muxarabi, recrutado o protagonismo do living, recebendo moradores e visitantes que chegam pelo hall de entrada. Com seu design elegante e único, assim como nos nichos que a ladeiam, ela atrai imediatamente os olhares, entregando uma primeira impressão impactante e acolhedora | Projeto do escritório Rawi Arquitetura + Design | Foto: Rafael Renzo

“Uma das particularidades mais interessantes do muxarabi é o jogo de luz e privacidade que ele proporciona. Quem está dentro consegue enxergar o exterior, mas quem está fora só consegue visualizar o treliçado ” explica Raphael.

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De quartos com varandas, o muxarabi é um queridinho e é perfeito para ambientes que necessitam de ventilação e luminosidade controladas e flexíveis. Também é comum estar em portas de entrada, armários, armários, paredes internas e painéis decorativos.

Muxarabi
Projeto do escritório Rawi Arquitetura + Design | Foto: Juliana Deeke
  • Cobogós:

Amplamente aclamados por sua brasilidade, os cobogós surgiram em nosso país durante o movimento modernista na arquitetura e foram inspirados nos grafismos dos muxarabis. Compostos por peças vazadas de cerâmica, barro, porcelana, concreto, vidro e até madeira, funcionam como divisórias, fachadas ou como decoração.

Cobogós
Feitos de tijolos, os cobogós especificados pelo arquiteto Raphael Wittmann permitem a passagem de ventilação e iluminação aos ambientes do andar inferior da edificação | Projeto do escritório Rawi Arquitetura + Design | Foto: Juliana Deeke

Os cobogós entregam jogos de sombras fascinantes, dando um toque de ludicidade aos ambientes. São ideais para locais que precisam de privacidade permanente e controle constante de luz, como corredores e fachadas “, avalia o arquiteto.

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  • Brises:
brises
Nessa sala assinada pelo arquiteto Raphael Wittmann , o aspecto visual da iluminação natural é evidenciado pelo brise-soleil presente na fachada do edifício | Projeto do escritório Rawi Arquitetura + Design | Foto: Alexandre Disaro

Nascido da mente do arquiteto e urbanista francês, Le Corbusier, ainda no século XX, os brises são compostos por lâminas dispostas verticalmente ou horizontalmente e reverberaram com força na arquitetura contemporânea brasileira como uma solução versátil para fachadas, principalmente corporativas.

brises
Madeira, alumínio, aço, concreto e até materiais compostos são comumente usados na fabricação de brises. De acordo com o arquiteto Raphael Wittmann, a madeira combina com projetos iniciais, enquanto o alumínio e o aço são bastante considerados em grandes construções graças à baixa necessidade de manutenção. Por sua vez, o concreto é excelente para fachadas robustas, proporcionando um visual durável | Foto: Divulgação

“Podem ser fixos ou móveis e até automatizados, permitindo personalizar a luminosidade e o conforto térmico ao longo do dia. Gosto dos brises nas fachadas com maior exposição ao sol para equilibrar a entrada de luz e calor “, afirma o profissional.

Dicas do especialista

Embora existam restrições tradicionais de uso para brises, cobogós e muxarabis, Raphael explica que não há restrição alguma para que suas atribuições sejam engessadas. Ele exemplifica que um cobogó pode se transformar em uma cabeceira ou balcão de cozinha e os muxarabis se ajustam como portas de armário ou painéis decorativos em salas.

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muxarabi
Neste hall de entrada, o arquiteto Raphael Wittmann desenhou um banco suspenso, em Jequitibá Rosa, que também atendeu a finalidade de guardar os sapatos. E para provar a ventilação que evitará maus odores, o muxarabi completou o visual das portas | Projeto do escritório Rawi Arquitetura + Design | Foto: Rafael Renzo

Por fim, além das fachadas, os brises podem integrar pergolados ou até mesmo tetos retráteis. “ Tudo depende da funcionalidade desejada, da proposta estética e da personalização que o ambiente exige ”, diz ele.

Bônus Track do arquiteto:

  • A decisão pelo material adequado: “Se o elemento tiver contato com área externa, priorize materiais resistentes ao sol e à chuva, como madeiras tratadas ou alumínio”, recomenda;
  • A importância da carta solar: de acordo com o especialista, a posição do sol interfere diretamente na escolha entre brises horizontais ou verticais que garantam a eficiência máxima;
  • Design funcional: quando o orçamento comporta, ele indica a automatização de brises ou muxarabis para articulações que elevam o conforto e a praticidade no dia a dia.
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