O Museu de História Natural recém-inaugurado em Xangai, na China, é um belo exemplo de espaço funcional construído com princípios de arquitetura bioclimática. A estrutura possui 44.517 metros quadrados e inclui paredes e telhados verdes, sistemas eficientes, diversos espaços diferentes para exposições e mais de dez mil artefatos de todo o mundo.


Foto: Divulgação

Conforme informado pelo site especializado ArchDaily, o prédio foi planejado pelo escritório de arquitetura Parkins + Will e finalizado neste ano. O edifício possui diversas soluções usadas para reduzir seu impacto ambiental. Logo na entrada os visitantes já podem perceber isso. Além de ter um jardim de exposições ao ar livre, o átrio principal do museu tem 30 metros de altura e é envolto por vidro, que permite a entrada abundante da luminosidade natural. O design do local foi inspirado na estrutura celular das plantas.


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De acordo com os arquitetos responsáveis pelo projeto, a construção foi pensada com base no formato do escudo de nautilus, uma das formas geométricas mais puras encontradas na natureza. As paredes possuem formas diferentes e com significados próprios. A parte de vidro, lembra as células, enquanto a fachada coberta por plantas, representa a vegetação da Terra. Outra parede é cheia de pedras, que estão associadas às placas tectônicas e a última delas possui fontes de águas, simbolizando os rios. O intuito é usar os elementos arquitetônicos como forma de demonstrar a harmonia entre o ser humano e a natureza.


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Os conceitos bioclimáticos estão aplicados na maximização do aproveitamento da luz natural e no uso de outros elementos que proporcionam a regulação da temperatura interna, como uma lagoa no pátio central, que fornece arrefecimento através da evaporação. O telhado é equipado com sistema de capitação da água da chuva, usada posteriormente para irrigar as plantas.


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O museu de história natural é um espaço para as pessoas explorarem o mundo através das exibições. Assim sendo, todos os detalhes da arquitetura do projeto precisam estar em harmonia com este propósito, proporcionando uma experiência ainda mais profunda e sensível.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.