Da pequena cidade de Apucarana a 369 quilômetros de Curitiba (Paraná), flores e plantas naturais viram obra prima nas mãos da artista Dayane Aline Vecchi. A jovem paranaense trocou a vida de monitora de van para se dedicar ao trabalho artesanal – e o mundo artístico só tem a agradecer.

Pinturas, resina com flor dente de leão e colares de flores naturais. Estes são alguns dos trabalhos desenvolvidos por ela. Em entrevista ao CicloVivo, Dayane conta que sempre gostou muito de pintar e produzia colares, brincos e filtros, entre outros acessórios, em parceria com uma amiga. Foi quando, durante uma aula de ioga, ouviu falar sobre “orgonite” – uma peça composta pela mistura de resina, limalhas de metal e cristal de quartzo, utilizada para equilibrar o ambiente.

“Fiquei apaixonada sobre o tema, então resolvi comprar a resina e fazer os testes, só que quando a resina chegou senti uma vontade louca de fazer com flores, então surgiram meus primeiros colares de flores naturais. Nunca mais parei”, conta.

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Imagine uma mandala com vaso de flor ou uma pintura suspensa por galhos com girassol resinado. Não é um trabalho comum. A garota de apenas 20 anos é movida pelo que chama de poder da eternizacão. “Saber que você pode pegar um cogumelo, que dura pouco tempo, e eternizar aquilo para sempre ali dentro da resina. A mesma coisa com as flores: é incrível poder carregar flores naturais com você para onde for e elas não estragarem, já as pinturas são meus sentimentos transmitidos por meio de um pincel, tintas e muito amor”.

Engana-se quem acha que ela leva uma vida nômade, no molde “hippie” de vender arte na praia. Dayane até participa de feiras locais e expõe nas cidades vizinhas, mas as vendas acontecem mesmo online. E a pergunta que não quer calar: É possível viver de arte? Ela garante que sim. Atualmente, esta é sua única fonte de renda. “Ajudo minha mãe, minha casa, apenas vendendo minhas pinturas e artesanatos”.

Além da questão financeira, seu trabalho lhe proporciona uma qualidade de vida quase inalcançável para muitos jovens da sua idade. “Hoje tenho mais tempo com minha família, faço meu horário, cuido do meu irmão de cinco meses e ainda consigo ‘botar para fora’ tudo que surge de novo em meus pensamentos. Sou completamente realizada e grata por tudo”.

Daqui para frente, a artista busca se aperfeiçoar cada vez mais, descobrindo novas formas de criar. Nesse processo, até o irmão entrará na dança. “Quero colocar ele pra criar também porque crianças têm uma criatividade fantástica e sei que ele vai me ajudar muito”, finaliza.

Para quem ficou curioso, o trabalho pode ser visto e adquirido na página Ateliê Dayane Vecchi.

Dayane Vecchi fazendo uma das coisas que mais gosta: pintar.
Dayane Vecchi fazendo uma das coisas que mais gosta: pintar.
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Totalmente conectada com a natureza.

Confira um pouco deste belíssimo trabalho:

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Por Marcia Sousa – Redação CicloVivo