Um escritório de arquitetos alemães projetou o primeiro prédio do mundo que usa algas marinhas como fonte de energia. As plantas, que ficam na fachada da estrutura, também podem resfriar a temperatura interna, reduzindo o uso do ar condicionado nos aposentos.

O edifício será apresentado na Exposição Internacional da Construção, que acontece este mês em Hamburgo, na Alemanha. Batizado de Biarritz, o projeto foi elaborado em conjunto com outras empresas de arquitetura e construção, as quais afirmam que a nova solução sustentável já é produzida em larga escala, e, em breve, estará disponível no mercado.

A estrutura conta com uma fachada ecológica composta por algas e um sistema chamado de persianas biorreativas, que são responsáveis por confinar as plantas e fazer com que elas cresçam num ritmo mais rápido, ao mesmo tempo em que refrescam o interior do prédio. O mecanismo também garante a geração da eletricidade, que será utilizada por quem estiver dentro do edifício.

As algas marinhas têm alto potencial energético e os métodos aplicados para aproveitá-las não agridem o meio ambiente. Embora pouco usadas para abastecer circuitos elétricos, já há estudos avançados sobre a aplicação das algas nos processos de geração de biocombustíveis. Com informações do InHabitat.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.