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Incentivado pela busca na melhoria das condições de vida dos vietnamitas, o arquiteto local Kien Việt projetou o Suoi Re Village Community House como um ambiente multi-funcional onde os cidadãos de sua aldeia pudessem se reunir e conversar. Construída a partir de materiais locais, a casa possui diversas tecnologias ecologicamente corretas.

O intenso êxodo rural que atinge o país tem causado mudanças de valores e ética de trabalho, fatores que colaboram para uma desintegração do seu sistema de ensino, de serviço público e, sobretudo, o espírito de sua identidade cultural. Todo ano, alguns moradores de vilas vão para as cidades trabalhar para ganhar dinheiro e poderem sobreviver. O restante da família fica em casa cultivando arroz. A luta por uma vida melhor torna-se sacrificante e impede que essas pessoas se preocupem com a evolução educacional, cultural e espiritual.

O crescimento da lacuna entre áreas urbanas e rurais, devido à urbanização e ao desenvolvimento econômico, tem feito com que o relacionamento social se perca de maneira crescente, correndo o risco da desintegração. Nas aldeias remotas, os espaços para atividades comunitárias, creches, postos de saúde, correios e bibliotecas parecem ser luxo.

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A casa multi-funcional, criada por Kien Viêt, surge com o objetivo de minimizar esse problema e aproximar a comunidade. Inclinadas entre as montanhas, a construção suporta tempestades e enchentes e está voltada para o vale.  A estrutura espacial é organizada em cadeia. O espaço dianteiro é o pátio aberto, onde os moradores realizam as atividades ao ar livre. O espaço principal está na parte central, composto por dois pisos. O andar de cima é um jardim de infância, combinando biblioteca e áreas de reunião, completo por uma varanda ampla. No piso térreo, os moradores se reúnem, especialmente, as crianças e os idosos, que podem permanecer no local durante as temperaturas muito frias ou quentes do ano. Este andar é projetado para caber nas encostas côncavas, que utiliza energia geotérmica.

A projeção da casa e o cuidado com a elaboração de cada detalhe permitem que todos os ambientes estejam conectados entre si.

A comunidade é formada por pessoas de duas etnias aKinh, em maioria, e a Muong, minoria. Ambas têm convivido em harmonia, há muito tempo. A morfologia da casa uniu as duas. A estrutura de cinco quartos, tradicionais da etinia Kinh,e as palafitas, tradicionais do povo Muong.

A ideia é simples, econômica e utiliza a disponibilidade de materiais locais. O piso térreo é feito de pedra áspera nas paredes, portas de bambu e teto de bambu fino. As paredes do piso de cima são feitas com terra local e bambu e as folhas de palmeira fazem o teto. A casa tem painéis solares, tanque para recolha de águas pluviais, energia geotérmica, iluminação LED e cinco fossas sépticas.

Os moradores constroem suas próprias casas. Para isso, eles aproveitam a eficiência do espaço e a utilidade de cada elemento: pedra, terra, bambu, folhas, ar, vento, sol e sons da selva. O resultado esperado é de que o traballho feito com as moradias reforce os laços da comunidade, contribuindo para a consolidação, manutenção e desenvolvimento da identidade regional.

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