A PV+ House é um projeto que prova que é possível ter uma residência planejada para produzir mais energia do que consome, mesmo que a casa em questão seja bastante luxuosa. O escritório responsável pelo projeto é o norte-americano Paul Lukez Architecture.

Para ter energia limpa e ser independente das redes de transmissão, a casa contará com um telhado repleto de placas fotovoltaicas. Os painéis se espalham por uma área de 220 metros quadrados e a produção deve ser suficiente para abastecer toda a residência, com chances de haver excedentes.

Apenas a fonte renovável não seria suficiente se o projeto não fosse totalmente pensado para ter impactos ambientais reduzidos. Todos os conceitos aplicados são de arquitetura bioclimática, fator que deixa a construção muito mais sustentável.


Imagem: Divulgação/Paul Lukes Architecture

A área total da casa é de 600 metros quadrados, cuidadosamente pensados para ser flexíveis e úteis. O formato do telhado é inverso aos tradicionais. Os ângulos foram escolhidos para maximizar o aproveitamento da energia solar. Os grandes espaços criados na cobertura podem ficar fechados durante os dias frios e abertos no calor, para permitir a passagem de ar e ventilação natural. A residência ainda conta com dutos de ar espalhados por todo o seu interior, que trazem o ar frio do porão para ventilar os outros cômodos.

A fachada sul possui grandes aberturas, para aproveitar a iluminação do sol. A casa ainda conta com um grande pátio com pedras, que refletem a luz, iluminando todo o ambiente. Um sistema de aletas verticais foi aplicado para que seja possível isolar as aberturas quando necessário.


Imagem: Divulgação/Paul Lukes Architecture

As paredes são super-isoladas e os vidros possuem tripla camada. A laje de concreto funciona como massa térmica e possui sistema de captação de água da chuva. A proposta dos arquitetos é de oferecer uma residência flexível, capaz de se adaptar a qualquer tipo de família.

Saiba mais sobre o projeto aqui.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.