Um grupo de arquitetos indonésios resolveu aplicar seus conhecimentos em prol da preservação cultural e arquitetura sustentável em seu país. Sob a liderança de Yori Antar, os jovens trabalharam na reconstrução de novos “woroks” moradia tradicional da população nativa.

A estrutura se assemelha às grandes ocas de tribos indígenas brasileiras. No entanto, possuem outros detalhes que exigem mais trabalho para serem construídas. Com o passar do tempo e as mudanças culturais, esse tipo de casa foi deixando de ser usado. Assim, restaram apenas quatro woroks em pé, e duas delas estava em mau estado de conservação. Este foi o fator decisivo para que os arquitetos adotassem o projeto.

As moradias tradicionais são construídas em bambu, vime, madeira e palha e dividida em cinco andares. O primeiro deles é utilizado para dormitórios, o segundo para o armazenamento em geral, o terceiro para armazenar sementes, o quarto é reservado para os alimentos e o quinto é usado para guardar as oferendas aos antepassados.

Todo o processo de construção é feito de acordo com as técnicas tradicionais locais e os arquitetos contam com o apoio da própria comunidade para transformar o projeto em realidade.

O trabalho apresenta resultados tão importantes, que rendeu o reconhecimento da Unesco, recebendo o prêmio Aga Khan de arquitetura, em homenagem à colaboração pela preservação do patrimônio cultural. Com informações do TreeHugger.

Redação CicloVivo

 

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.