Projetos arquitetônicos planejados para os jogos olímpicos são, tradicionalmente, monumentais. No entanto, a Olimpíada de Londres preferiu ser diferente neste aspecto e parte das construções será temporária, para que possa ser reutilizada em outro local após o evento esportivo.

A arena olímpica em que serão disputados os jogos de basquete é um exemplo das edificações que seguem este modelo e combinam mobilidade, leveza e o mínimo de construção possível. Apesar de ser pensado dentro desta premissa, o ginásio, projetado em conjunto por Sinclair Knight Merz, Wilkinson Eyre e KSS, mantém a beleza dos prédios definitivos.

A opção por estruturas recicláveis é uma alternativa plausível para tornar a recepção de grandes eventos mais acessível aos países em desenvolvimento. As construções temporárias podem ser adaptadas às necessidades locais após os jogos e ainda podem ser transferidas para outras localidades.

Além do benefício financeiro a arena do basquete foi uma das edificações a ser erguida com maior facilidade. As obras tiveram início em outubro de 2009 e ficaram prontas com um ano de antecedência ao início dos jogos.

Apesar de ter os ideais de sustentabilidade envolvidos no projeto, principalmente no que diz respeito aos benefícios financeiros e sociais, a estrutura não pode ser considerada inteiramente verde, por utilizar mil toneladas de aço.

Confira o vídeo da construção:

 

Com informações do Architizer.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.