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Natura e Defesa Civil vão criar núcleos comunitários para eventos climáticos

Projeto usa inteligência de dados e mobilização comunitária para mapear e mitigar riscos climáticos em comunidades vulneráveis de SP

São Sebastião Litoral Norte enchente
Sahy, no litoral Norte, um dos locais mais afetados pelos temporais em fevereiro de 2023. Foto: Rovena Rosa | Agência Brasil

Eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes e intensos. Em 2025, só no Brasil, os desastres climáticos afetaram mais de 336 mil pessoas e geraram prejuízos de R$ 3,9 bilhões. Em resposta a esse cenário, a Natura e a Defesa Civil de São Paulo anunciaram este mês uma parceria inédita para mobilizar voluntários na criação de núcleos comunitários.

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Com o objetivo de ampliar e fortalecer a prevenção, a resiliência e a resposta a desastres climáticos, a iniciativa combina mobilização comunitária com o uso de inteligência de dados para identificar as áreas mais vulneráveis.

No centro da ação está a criação de Núcleos de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs): grupos de voluntários que vão atuar diretamente nas comunidades. A ideia é que esses núcleos funcionem como uma ponte entre moradores e o poder público. Entre suas principais funções estão:

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  • Monitorar áreas sujeitas a enchentes e deslizamentos
  • Orientar a população local 
  • Apoiar ações de prevenção e evacuação em situações de emergência
ajudar vitimas enchentes
Resgate de famílias na Ilha dos Marinheiros pela Defesa Civil de Porto Alegre. Foto: Giulian Serafim | PMPA

Como a parceria vai funcionar na prática

A Natura será responsável por mobilizar sua rede de Consultoras de Beleza e colaboradores, incentivando a participação voluntária nos núcleos.

Para tornar essa atuação mais precisa, a empresa utilizará o Índice de Vulnerabilidade Socioclimática (IVSC), uma ferramenta desenvolvida em parceria com a MeteoIA. O índice permite identificar quais territórios estão mais suscetíveis aos impactos das mudanças climáticas, direcionando esforços para onde são mais necessários. Segundo a Natura, o Índice cruza ameaças climáticas, exposição territorial e vulnerabilidade socioeconômica, possibilitando uma abordagem preditiva e a tomada de decisões mais assertivas para fortalecer a resiliência e auxiliar as comunidades da rede da multinacional de beleza.

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Já a Defesa Civil de São Paulo atuará com sua estrutura técnica, identificando áreas de risco por meio de mais de mil instrumentos técnicos, incluindo:

  • Mapeamentos territoriais
  • Sistemas de monitoramento
  • Estudos e análises técnicas

O órgão também será responsável pela capacitação dos voluntários, oferecendo treinamentos sobre prevenção de riscos, evacuação e atuação em emergências.

O projeto começa como piloto no estado de São Paulo.

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