Natura se compromete a ser 100% regenerativa até 2050
Mais do que sustentar: companhia propõe regeneração como lógica de crescimento do negócio e de impactos socioambientais
Mais do que sustentar: companhia propõe regeneração como lógica de crescimento do negócio e de impactos socioambientais
Em 2014, a Natura lançou a primeira versão da sua visão 2050 em 2014 e, dez anos depois, com um cenário transformado no Brasil e no mundo, a empresa sentiu a necessidade de rever suas metas e anunciou compromissos ainda mais ambiciosos em sua trajetória. “Queremos gerar impacto, impacto positivo. Porque propósito sem ação, no mundo de hoje, vira perda de tempo. E tempo é o que não temos para perder”, define Ana Costa, VP de Sustentabilidade, Jurídico e Comunicação Corporativa.
Com a divulgação da sua Visão 2025-2050, a empresa se comprometeu publicamente a ir além da sustentabilidade e promover uma atuação empresarial pautada na regeneração para a prosperidade coletiva. De acordo com o CEO João Paulo Ferreira, esse é um caminho inevitável para o sucesso dos negócios, das pessoas e da natureza.
“A Visão reforça nossa convicção de que o futuro exige uma construção no presente e sustentar as coisas como estão já não basta. Como na lógica de uma floresta, estamos apostando na interdependência das relações como motor de crescimento, não apenas para nossos resultados enquanto companhia, mas para toda a sociedade”, explicou João Paulo.
O compromisso é consolidar a Natura como uma empresa 100% regenerativa até 2050, a metade do século, promovendo a vida e impactando positivamente quatro capitais: financeiro, natural, social e humano.

A Visão 2025-2050 passa a incorporar o escopo do Compromisso com a Vida, lançado em 2020, e reúne todas as metas socioambientais da companhia, organizadas em nove capítulos: Marcas, Produtos, Serviços, Colaboradores, Fornecedores, Amazônias, Venda por Relações, Acionistas e Investidores, e Mudanças Sistêmicas. Todos eles consideram uma atuação coletiva, em colaboração com a rede das relações que conectam a companhia a sua cadeia de valor.
“Estamos cientes dos desafios que ainda temos pela frente. A estratégia é gerar novos modelos de negócio, fomentar inovação aberta, incluir diversos atores para a jornada e criar parcerias capazes de reconfigurar o papel das empresas na sociedade. Isso demanda uma simbiose industrial e novos critérios para mensuração de impacto”, reforça o CEO.
Além da atuação direta no bioma amazônico, um pilar fundamental para enfrentamento da crise climática, a redução de emissões de carbono e a gestão de resíduos também são centrais na estratégia. Zerar emissões líquidas próprias de carbono até 2030, e as outras emissões da cadeia, do escopo 3, até 2050 são metas tangíveis e nas quais a Natura tem avançado significativamente. Em 2024, a redução nos Escopos 1 e 2 chegou a 43%.

Em relação aos resíduos, o caminho passa por investir no desenvolvimento de novas soluções para o plástico. Até 2050, a empresa se compromete a ter 100% de plástico de origem renovável e compostáveis em seu portfólio.
Do ponto de vista social, a Natura defende a renda digna para sua rede de mais de 3 milhões de Consultoras de Beleza e para a cadeia produtiva, especialmente as comunidades agroextrativistas. A Natura também se compromete a fortalecer um quadro de colaboradores diverso e inclusivo. Na área administrativa, a ambição é de chegar à mesma proporção de grupos sub-representados que existem na sociedade.

O comprometimento da estratégia será mensurado por meio do Integrated Profit & Loss (iP&L), metodologia pioneira que atribui valor monetário a impactos socioambientais. Hoje, a ferramenta indica que a cada R$1 de receita da Natura, R$2,50 são retornados à sociedade.
A meta para 2030 é ainda mais ambiciosa: R$4 de impacto socioambiental positivo para cada R$1 de receita, com total transparência dos impactos de produtos e serviços.

Recentemente, a Natura foi reconhecida como a marca mais sustentável do mundo no Brand Blueprint Awards da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria. Outras 13 marcas foram homenageadas em outras categorias do prêmio – apenas a Natura era brasileira. A marca teve o melhor desempenho na Pontuação de Sustentabilidade na análise “Blueprint for Brand Growth”, metodologia construída sobre uma base de evidências que analisou 880 marcas de 22 países, totalizando 5,4 bilhões de dados de atitude e 1,1 bilhão de registros de compra coletados ao longo de dez anos.
As marcas identificadas por essa análise foram apontadas como como “significativamente diferentes” para mais consumidores e alcançam uma penetração de mercado até cinco vezes superior à de seus concorrentes.

“Ser uma marca ‘significativamente diferente’ para os consumidores é a consequência de nossas práticas de comércio justo com as comunidades amazônicas, da gestão ética da biodiversidade, mas também da relação com nossa rede de milhões de Consultoras de Beleza em toda a América Latina. Estes não são apenas diferenciais éticos, mas ativos estratégicos que criam valor, fortalecem a lealdade do consumidor e impulsionam um crescimento sólido e duradouro”, ressalta a CMO da Natura, Tatiana Ponce.
Desde a sua fundação, em 1969, a Natura se destaca por um modelo de negócios sustentável. Por 11 anos consecutivos é a companhia de melhor reputação do Brasil e mais responsável em ESG pelo ranking Merco. A Natura foi a primeira companhia de capital aberto a receber, em 2014, a certificação de Empresa B pelo B Lab, organização que reconhece globalmente negócios que combinam a geração de lucro ao impacto socioambiental positivo.
Na Amazônia há mais de 25 anos, foi pioneira no uso cosmético de bioativos da sociobiodiversidade brasileira e desenvolveu um sólido relacionamento com comunidades extrativistas. Sob o prisma de uma atuação regenerativa, a Natura está conectada a 46 comunidades amazônidas, totalizando mais de 10 mil famílias que prosperam socioeconomicamente ao mesmo tempo em que preservam 2,2 milhões de hectares de floresta.

A presença da empresa na floresta é um exemplo de como a atuação regenerativa implica em impactos do começo ao fim da cadeia, e traz ganhos para diferentes capitais de maneira simultânea. Mas ainda existe espaço para ampliar o impacto positivo.
“A gente ainda fala em compensar emissões, em compensar o um capital com o outro. Para mim, a grande diferença é essa, vamos ser mais ambiciosos: parar de falar em compensação em algumas metas e sim de neutralidade total”, reforça Ana Costa.

A mudança de posicionamento da Natura, ressaltando que, mais do que deixar de causar impacto negativo, as empresas precisam impactar positivamente o ambiente e a sociedade onde estão inseridas é acertada. Mas, para que as mudanças sistêmicas necessárias para o enfrentamento dos desafios globais, precisa envolver o ecossistema da iniciativa privada.
“Esse é o maior desafio. Sozinhos não faremos nada. Como construir pontes e não barreiras? Essa é uma pergunta necessária. O caminho foi criar uma solução e usar a credibilidade da Natura para mostrar que é possível”, conta a executiva.
Para ela, transformar os desafios socioambientais em verdadeiras oportunidades de negócio, é necessário mostrar para o setor empresarial que isso gera valor para os negócios, gera vantagens competitivas. “Temos que mostrar para outras empresas que isso é possível. Temos que mostrar para os investidores, que vale a pena investir em modelos de negócios regenerativos – isso gera resultado real”, finaliza a VP de Sustentabilidade, Jurídico e Comunicação Corporativa.
