Vantagens de incluir a moto elétrica na frota das empresas
A transição para veículos elétricos pode reduzir a poluição e impulsionar a economia
A transição para veículos elétricos pode reduzir a poluição e impulsionar a economia
O setor de transportes é responsável por 15% das emissões de gases de efeito estufa na América Latina e Caribe, tendo grande contribuição na poluição do ar, segundo o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). As empresas que buscam se alinhar às práticas ESG e implementar projetos de descarbonização, inevitavelmente, precisam lidar com essa questão. Entre as opções disponíveis, a inclusão de veículos elétricos na frota tem sido promissora. A junção de veículos silenciosos, com redução de emissões poluentes e rotas programadas formam o combo de sucesso para as companhias.
Uma recente pesquisa global conduzida pela Frost & Sullivan, e encomendada pela plataforma de comércio WEX, aponta que metade dos gerentes de frotas entrevistados espera que 50% ou mais de sua frota seja composta por veículos elétricos até 2030. No Brasil, o uso de bicicletas, vans e até tuk tuks elétricos já são adotados por grandes varejistas. Porém, nenhuma dessas alternativas desbanca a grande paixão das grandes cidades pelas motocicletas -, ainda que em sua versão tradicional movida a combustão.

O que poderia impulsionar as companhias a adotarem motos elétricas? Esta opção enfrenta alguns percalços: o investimento inicial mais alto, poucos pontos de recarga e a falta de conhecimento técnico sobre a manutenção (que pode dificultar o suporte e a assistência) são exemplos. Entretanto, todos esses pontos podem ser resolvidos e ainda se somar com as inegáveis vantagens. Confira abaixo alguns benefícios das motos elétricas e como as empresas podem reverter supostos desafios.
Reduzir custos é uma máxima frequente dentro das empresas. Por mais que o custo inicial de investimento em uma frota de moto elétrica seja mais elevado, os custos operacionais são recompensados porque as motos elétricas exigem menos manutenção. Gastos com correntes, óleos, filtros, por exemplo, são dispensados.

Com o aumento no preço dos combustíveis, a recarga da bateria também é mais econômica. Para exemplificar, uma moto a combustão que consome 35 km por litro e percorre 800 km por mês, tem um gasto mensal com combustível de aproximadamente R$ 132,11. No total, isso representa R$ 1.585,32 por ano. Ao optar pela moto elétrica WS125, o modelo mais utilizado da empresa Watts para frotas elétricas, o gasto cai para apenas R$ 8,89 em energia. Ao longo do ano, isso soma R$ 106,68. Portanto, a economia seria de R$ 1.478,64.

Outra questão é que o valor das próprias baterias tem diminuído. De acordo com a Agência Internacional de Energia, o custo médio das baterias de íons de lítio caiu para US$ 139 por kWh em 2023, uma redução de 14% em relação aos US$ 161 por kWh em 2022. Essa queda de preço se deve principalmente a melhorias tecnológicas.
Por terem menos partes móveis e não necessitarem de trocas de óleo, entre outros itens já mencionados, a manutenção de uma moto elétrica é baixa, o que também reflete em economia no bolso com menos visitas à oficina. Além disso, as motos elétricas frequentemente incorporam tecnologia avançada, como conectividade, que podem melhorar a eficiência operacional.
Outro ponto interessante é que os motores elétricos não têm problemas como superaquecimento e desgaste excessivo, resultando em maior durabilidade.

Já em relação à recarga, a boa notícia é que têm aumentado o número de pontos de abastecimento de energia. Ainda assim, o mercado já possui modelos de motos elétricas com 100 km de autonomia (suficiente para centros urbanos) com baterias removíveis e carregamento em tomada convencional. Além disso, há sistemas com capacidade para duas baterias, dobrando a autonomia do veículo.

Todas essas vantagens se somam à rapidez e eficiência que as motos oferecem em lugares de grande densidade populacional, onde o deslocamento de vans ou carros compromete o trânsito local e ainda mantém o trabalhador por horas a fio preso no congestionamento. Além disso, as motos são veículos compactos, que podem ser estacionados facilmente e ideais para transportar cargas leves em áreas urbanas.
Inserir metas de redução de emissões de gases poluentes investindo inclusive na mobilidade sustentável é parte de um compromisso essencial que o setor empresarial deve assumir com a sociedade frente às mudanças climáticas. Os governos sozinhos não conseguirão frear a crise que o planeta está vivendo sem o apoio da iniciativa privada.

Ao formular estratégias de mobilidade elétrica, as companhias assumem publicamente a responsabilidade ambiental. Além disso, tais ações ainda podem ser trabalhadas junto ao marketing, de forma a inspirar outras marcas e até melhorar a percepção junto aos consumidores, atraindo clientes cada vez mais atentos às atitudes sustentáveis adotadas pelas empresas.
Com todas essas vantagens, as motos elétricas têm um grande potencial de impulsionar a logística urbana com soluções ecológicas e econômicas.
Esse conteúdo foi produzido pelo CicloVivo em parceria com a WATTS, que investe na mobilidade elétrica para ajudar a desenvolver cidades mais sustentáveis. Leitores e leitoras do CicloVivo têm desconto de R$ 2 mil na compra da scooter WS120, preenchendo esse formulário.