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Natura cria ‘Aliança Regenerativa’ com fornecedores

Coalizão vai capacitar a rede de parceiros da empresa, líder pelo 10º ano consecutivo no Ranking Merco de Responsabilidade ESG

hidratante concentrado natura
Foto: Divulgação

A Natura criou uma coalizão inédita com fornecedores de diversos setores para acelerar a adoção de práticas regenerativas em todas as cadeias de fornecimento de serviços e insumos da empresa. Chamado de “Aliança Regenerativa”, o grupo já tem mais de 80 signatários e vai receber apoio e capacitação para avançar em práticas sustentáveis, contribuindo para o alcance das metas definidas na Visão 2030 da companhia e para disseminar inovações no mercado.

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Os membros da Aliança também terão acesso exclusivo a projetos de inovação e a especialistas de sustentabilidade da Natura, assim como acompanhamento com a equipe de cadeias sustentáveis da companhia, entre outros benefícios.

No plano de trabalho, além do mapeamento de cada fornecedor, está previsto o desenvolvimento de ações conjuntas com a Natura com foco na redução de emissões de carbono, circularidade, rastreabilidade de matérias-primas, diversidade e direitos humanos.

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Natura Regeneração
Josie Romero, vice-presidente de Operações, Logística e Suprimentos da Natura. Foto: Marcos Sugüio

“Sabemos que não é possível realizar mudanças significativas e estruturais de forma individual. A Aliança Regenerativa é mais um passo para acelerarmos a adoção de práticas sustentáveis em toda nossa cadeia de valor, transformando desafios socioambientais em oportunidades de negócios e prosperidade”, avalia Josie Romero, vice-presidente de Operações, Logística e Suprimentos da Natura.

Líder em ESG no Brasil

Pelo 10º ano consecutivo, a Natura lidera o Ranking Merco de Responsabilidade ESG 2023, encabeçando a lista das 100 melhores empresas. O levantamento é elaborado pelo Monitor Empresarial de Reputação Corporativa (Merco), que realiza monitoramentos de referência em 16 países da América Latina e Europa.

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O ranking é dividido em três pilares – Meio Ambiente (E); Âmbito Interno, Clientes e Sociedade (S) e Ética e Governança Corporativa (G) – cada um com seu próprio ranking. A metodologia de análise utiliza 25 diferentes fontes de informação, consolidadas em mais de 11 mil entrevistas.

Natura Visão 2030
Nil Santos, consultora Natura e líder comunitária em Duque de Caxias, e Ismael dos Anjos, gerente de Comunicação da Natura, falam sobre projetos sociais e o papel da marca. Foto: Natasha Olsen

As empresas são inicialmente indicadas por membros da alta direção de companhias com faturamento superior a R$ 200 milhões por ano no Brasil. O ranking também inclui a medição de Merco Sociedade, que avalia a reputação da perspectiva cidadã, e Merco Digital, que considera a “conversação” gerada nos meios digitais. Natura é líder nas três categorias E, S e G.

Bioeconomia e Regeneração

A Natura tem uma trajetória de pioneirismo na implementação de um modelo de negócio que transcende a geração de lucro e que busca promover maior valor compartilhado para todos os atores envolvidos em sua cadeia de valor.

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Presente na Amazônia há quase 25 anos, a empresa valoriza a economia da floresta em pé a partir da união entre ciência, natureza e conhecimento tradicional, estabelecendo assim um círculo virtuoso baseado na bioeconomia da sociobiodiversidade. Com esse modelo, a Natura alocou R$ 42,8 milhões em recursos para as comunidades somente em 2023. Atualmente, mantém relacionamento com 94 cadeias da sociobiodiversidade que colhem bioativos respeitando os limites da floresta e o calendário das safras, bem como os modos de vida locais.

Até agora, a Natura já desenvolveu 44 bioingredientes, gerando renda para mais de 10 mil famílias de comunidades extrativistas e contribuindo para a conservação de 2,2 milhões de hectares de floresta na Amazônia.

andiroba Natura biodiversidade
Agroextrativista da Amazônia manipula fruto de Andiroba, um dos bioativos da Natura. Foto: Cabron Studios

Outro destaque da empresa é a incorporação do conceito de Regeneração em sua estratégia, anunciada no final de 2023. Isso implica promover a biodiversidade, restaurar os ecossistemas e explorar sua capacidade de fornecer serviços ambientais cruciais.

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Essa jornada se iniciou com a agricultura regenerativa, estabelecendo metas ambiciosas de certificação de ingredientes regenerativos até 2030. Além disso, foram realizadas avaliações-piloto com ingredientes da Natura em relação às normas éticas da Union for Ethical BioTrade (UEBT).

O primeiro passo para concretizar esse conceito foi o lançamento do produto Natura Ekos Concentrado de Castanha (foto que abre a matéria), que utiliza 100% de plástico retirado de regiões ribeirinhas, promovendo a reutilização e reduzindo significativamente o desperdício.

No ano passado, a companhia atualizou as metas da Visão 2030 de América Latina, batizada de Compromisso com a Vida. Entre as novas metas, por exemplo, está a priorização da aquisição de créditos em projetos na Amazônia, prioritariamente das comunidades agroextrativistas; aumentar em quatro vezes as compras de insumos da sociobioeconomia amazônica (em relação a 2020); estabelecer 25% de pessoas negras em cargos gerenciais no Brasil até 2025 e 30% até 2030, e aumentar o Índice de Desenvolvimento Humano das Consultoras (IDH-CN).

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Angela Pinhati, diretora de Sustentabilidade Natura
Angela Pinhati, diretora de Sustentabilidade Natura &Co América Latina em visita à comunidades parceiras da Natura na Amazônia. Foto: Cabron Studios

Seguindo a metodologia de valoração Integrated Profit & Loss (IP&L), que integra ganhos e perdas para medir e reportar os efeitos socioambientais da operação, a Natura contabiliza, além dos resultados financeiros, o impacto da atuação empresarial nas dimensões ambiental, social e humana.  O IP&L mostra que, em 2023, para cada R$ 1 de receita, a Natura gera R$ 2,7 de valor. A meta é gerar R$ 4 de impacto positivo para cada R$ 1 de receita nos próximos seis anos.