Natura cria ‘Aliança Regenerativa’ com fornecedores
Coalizão vai capacitar a rede de parceiros da empresa, líder pelo 10º ano consecutivo no Ranking Merco de Responsabilidade ESG
Coalizão vai capacitar a rede de parceiros da empresa, líder pelo 10º ano consecutivo no Ranking Merco de Responsabilidade ESG
A Natura criou uma coalizão inédita com fornecedores de diversos setores para acelerar a adoção de práticas regenerativas em todas as cadeias de fornecimento de serviços e insumos da empresa. Chamado de “Aliança Regenerativa”, o grupo já tem mais de 80 signatários e vai receber apoio e capacitação para avançar em práticas sustentáveis, contribuindo para o alcance das metas definidas na Visão 2030 da companhia e para disseminar inovações no mercado.
Os membros da Aliança também terão acesso exclusivo a projetos de inovação e a especialistas de sustentabilidade da Natura, assim como acompanhamento com a equipe de cadeias sustentáveis da companhia, entre outros benefícios.
No plano de trabalho, além do mapeamento de cada fornecedor, está previsto o desenvolvimento de ações conjuntas com a Natura com foco na redução de emissões de carbono, circularidade, rastreabilidade de matérias-primas, diversidade e direitos humanos.

“Sabemos que não é possível realizar mudanças significativas e estruturais de forma individual. A Aliança Regenerativa é mais um passo para acelerarmos a adoção de práticas sustentáveis em toda nossa cadeia de valor, transformando desafios socioambientais em oportunidades de negócios e prosperidade”, avalia Josie Romero, vice-presidente de Operações, Logística e Suprimentos da Natura.
Pelo 10º ano consecutivo, a Natura lidera o Ranking Merco de Responsabilidade ESG 2023, encabeçando a lista das 100 melhores empresas. O levantamento é elaborado pelo Monitor Empresarial de Reputação Corporativa (Merco), que realiza monitoramentos de referência em 16 países da América Latina e Europa.
O ranking é dividido em três pilares – Meio Ambiente (E); Âmbito Interno, Clientes e Sociedade (S) e Ética e Governança Corporativa (G) – cada um com seu próprio ranking. A metodologia de análise utiliza 25 diferentes fontes de informação, consolidadas em mais de 11 mil entrevistas.

As empresas são inicialmente indicadas por membros da alta direção de companhias com faturamento superior a R$ 200 milhões por ano no Brasil. O ranking também inclui a medição de Merco Sociedade, que avalia a reputação da perspectiva cidadã, e Merco Digital, que considera a “conversação” gerada nos meios digitais. Natura é líder nas três categorias E, S e G.
A Natura tem uma trajetória de pioneirismo na implementação de um modelo de negócio que transcende a geração de lucro e que busca promover maior valor compartilhado para todos os atores envolvidos em sua cadeia de valor.
Presente na Amazônia há quase 25 anos, a empresa valoriza a economia da floresta em pé a partir da união entre ciência, natureza e conhecimento tradicional, estabelecendo assim um círculo virtuoso baseado na bioeconomia da sociobiodiversidade. Com esse modelo, a Natura alocou R$ 42,8 milhões em recursos para as comunidades somente em 2023. Atualmente, mantém relacionamento com 94 cadeias da sociobiodiversidade que colhem bioativos respeitando os limites da floresta e o calendário das safras, bem como os modos de vida locais.
Até agora, a Natura já desenvolveu 44 bioingredientes, gerando renda para mais de 10 mil famílias de comunidades extrativistas e contribuindo para a conservação de 2,2 milhões de hectares de floresta na Amazônia.

Outro destaque da empresa é a incorporação do conceito de Regeneração em sua estratégia, anunciada no final de 2023. Isso implica promover a biodiversidade, restaurar os ecossistemas e explorar sua capacidade de fornecer serviços ambientais cruciais.
Essa jornada se iniciou com a agricultura regenerativa, estabelecendo metas ambiciosas de certificação de ingredientes regenerativos até 2030. Além disso, foram realizadas avaliações-piloto com ingredientes da Natura em relação às normas éticas da Union for Ethical BioTrade (UEBT).
O primeiro passo para concretizar esse conceito foi o lançamento do produto Natura Ekos Concentrado de Castanha (foto que abre a matéria), que utiliza 100% de plástico retirado de regiões ribeirinhas, promovendo a reutilização e reduzindo significativamente o desperdício.
No ano passado, a companhia atualizou as metas da Visão 2030 de América Latina, batizada de Compromisso com a Vida. Entre as novas metas, por exemplo, está a priorização da aquisição de créditos em projetos na Amazônia, prioritariamente das comunidades agroextrativistas; aumentar em quatro vezes as compras de insumos da sociobioeconomia amazônica (em relação a 2020); estabelecer 25% de pessoas negras em cargos gerenciais no Brasil até 2025 e 30% até 2030, e aumentar o Índice de Desenvolvimento Humano das Consultoras (IDH-CN).

Seguindo a metodologia de valoração Integrated Profit & Loss (IP&L), que integra ganhos e perdas para medir e reportar os efeitos socioambientais da operação, a Natura contabiliza, além dos resultados financeiros, o impacto da atuação empresarial nas dimensões ambiental, social e humana. O IP&L mostra que, em 2023, para cada R$ 1 de receita, a Natura gera R$ 2,7 de valor. A meta é gerar R$ 4 de impacto positivo para cada R$ 1 de receita nos próximos seis anos.