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Presos em MG produzem até 400 caixas de legumes por mês

O presídio tem atualmente 300 homens e mulheres trabalhando interna e externamente.

5 de novembro de 2015 • Atualizado às 16 : 28

A variedade de alimentos é cultivada pelas mãos de 25 presos. | Foto: Omar Freire/Imprensa MG

Presos em MG produzem até 400 caixas de legumes por mês
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Se alguém lhe disser que um local em Minas Gerais produz 400 caixas de legumes e hortaliças mensalmente, além de plantas medicinais e aromáticas, você nunca imaginará que a pessoa está descrevendo a capacidade de produção de uma cadeia, onde trabalham 25 presos.

Pois é este o cenário do Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Rúcula, alface, couve, repolho, espinafre, brócolis e canteiros de maracugina, erva-cidreira, capim-santo, hortelã e cebolinha são algumas das espécies cultivadas. Toda essa variedade é cultiva pelas mãos de 25 presos.

Rúcula, alface, couve, repolho, espinafre são algumas das espécies cultivadas. | Foto: Omar Freire/Imprensa MG

Rúcula, alface, couve, repolho, espinafre são algumas das espécies cultivadas. | Foto: Omar Freire/Imprensa MG

Do outro lado do muro, 30 mulheres fabricam calças e bermudas do uniforme do sistema prisional de Minas Gerais, que são encaminhadas para o Almoxarifado Central em Belo Horizonte. A produção chega a 2.250 peças por mês.

Os detentos em atividades produtivas e de prestação de serviços não se resumem a estas duas atividades. O presídio tem atualmente 300 homens e mulheres, em trabalho interno e externos nas áreas de limpeza, manutenção e obras.

30 mulheres fabricam mais de duas mil peças mensalmente. | Foto: Omar Freire/Imprensa MG

30 mulheres fabricam mais de duas mil peças mensalmente. | Foto: Omar Freire/Imprensa MG

“Nasci no mato e no final do ano, quando me aposentar, volto para o campo. Esta horta é minha paixão e ela tem poderes para mudar a vida de muitos homens. Ninguém consegue passar por aqui e ficar imune a transformações”, diz o agente penitenciário José Francisco Pereira dos Santos, de 61 anos, que trabalha na unidade desde a inauguração, em 1999. É dele a responsabilidade de coordenar todo o trabalho.

Os alimentos são vendidos para a empresa fornecedora de refeições para o presídio, cuja capacidade é de 940 vagas e está com aproximadamente 2.100 presos. Em épocas de chuva, a água que escorre pelo telhado do depósito de ferramentas e é direcionada, por um encanamento, para um reservatório situado perto da estufa de mudas.

Redação CicloVivo

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