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Itália reduz impostos de estabelecimentos que doam comida que iria para o lixo

A italia pode ser o próximo país a obrigar os comércios a doarem alimentos ao invés de jogá-los no lixo.

22 de maio de 2016 • Atualizado às 18 : 50

A estratégia usada pelas autoridades italianas mexe direto no bolso dos comerciantes. | Foto: iStock by Getty Images

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A italia pode ser o próximo país a ter uma lei que obrigue os comércios a doarem alimentos ao invés de jogá-los no lixo. Após a França aplicar leis que reduzem o desperdício de alimentos e a Dinamarca incluir políticas que facilitam a comercialização de itens que acabaram de vencer, os italianos também devem seguir pelo mesmo caminho.

De acordo com o Ministro da Agricultura, Maurizio Martina, em declaração ao jornal La Repubblica, a intenção é reduzir a burocracia e facilitar aos supermercados a doação de alimentos a quem precisa. “Nós queremos tornar mais conveniente para as empresas a doação de alimentos do que o descarte deles”, explicou.

A estratégia usada pelas autoridades italianas mexe direto no bolso dos comerciantes. O país deve oferecer redução nos impostos de acordo com que quantidade de alimentos destinadas à caridade.

Atualmente, qualquer estabelecimento que queira doar alimentos precisa declarar oficialmente a ação. Mas, com a nova lei o processo pode ser muito mais simplificado.

Roubar para comer não é crime

Além de anunciar os incentivos à doação de alimentos, neste mês os italianos passaram por mais uma situação que demonstrou empatia e solidariedade com pessoas que passam fome.

Após ter sido detido, roubando comida para comer, o ucraniano Roman Ostriakov foi liberado da sentença pelo Supremo Tribunal da Italia, pois o fato não foi considerado um delito.

O homem, que vive nas ruas, foi pego roubando dois pedaços de queijo e uma lata de salsicha em um supermercado de Génova, na Italia. Mesmo tendo sido detido, as autoridades consideraram que não devem ser punidos aqueles que, por necessidade, roubam uma pequena quantidade de comida para conseguir se alimentar.

Redação CicloVivo

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