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EUA proíbem o uso de micropartículas plásticas em produtos de cuidado pessoal

Decisão pretende reduzir a contaminação dos recursos hídricos, dos animais aquáticos e seres humanos.

30 de dezembro de 2015 • Atualizado às 09 : 17

90% das aves marinhas possuem resíduos de plástico em seu organismo. | Foto: iStock by Getty Images

EUA proíbem o uso de micropartículas plásticas em produtos de cuidado pessoal
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O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou recentemente a proibição do uso de micropartículas de plástico em produtos de cuidado pessoal. A decisão pretende reduzir a contaminação dos recursos hídricos e, consequentemente dos animais aquáticos e seres humanos.

A legislação entrará em vigor em 1º de julho de 2017. Até lá, as companhias terão que adequar seus produtos para se enquadrarem na regra. A indústria de cosméticos é a principal usuária das micropartículas de plástico, presentes em pastas de dente e nos mais diversos cremes para tratamentos corporais.

Alguns estados norte-americanos já haviam optado por medidas mais restritivas quanto ao uso do material. Em Illinois o uso já é proibido e na Califórnia, os fabricantes que ainda utilizam o plástico são taxados com um imposto específico e alto.

De acordo com pesquisadores, esses materiais são extremamente perigosos às espécies aquáticas. O plástico leva centenas de anos para se decompor. Isso significa que eles permanecem praticamente intactos nos rios, lagos e oceanos. Assim, peixes e outros animais confundem o material com alimento e acabam por ingeri-lo inadequadamente, o que causa contaminação e até intoxicação.

Os impactos desses micropoluentes já foram comprovados, principalmente sobre a fauna. Em análise realizada pelos órgãos estadunidenses, 90% das aves marinhas analisadas possuíam resíduos de plástico em seu organismo.

Redação CicloVivo

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