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FAS amplia ações e protege 11,3 milhões de hectares na Amazônia

Relatório reúne avanços em conservação, educação e saúde, enquanto comunidades da Amazônia ganham mais acesso à água e renda sustentável

Foto: Fernando Sette | FAS

A Fundação Amazônia Sustentável ampliou, ao longo de 2025, iniciativas voltadas à conservação ambiental, sociobioeconomia, infraestrutura comunitária, saúde e educação na Amazônia. Os resultados alcançados pela organização incluem mais de 11,3 milhões de hectares protegidos, R$ 8,6 milhões movimentados em faturamento bruto na cadeia do turismo e a emissão evitada de 17,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂). As ações beneficiaram direta e indiretamente cerca de 21,9 mil famílias em 902 comunidades e aldeias, distribuídas por 166 municípios, 27 Unidades de Conservação (UCs) e 186 territórios indígenas da Região Norte.

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Os dados fazem parte do Relatório de Atividades 2025 da instituição, disponível gratuitamente no site da FAS. Entre os destaques do período estão as ações voltadas ao acesso à água potável. Ao longo do ano, foram instalados 27 sistemas de abastecimento de água, beneficiando 488 famílias. Um dos exemplos é a comunidade quilombola do Tambor, localizada no Parque Nacional do Jaú, em Novo Airão (AM), onde mais de 125 pessoas passaram a contar com acesso regular à água própria para consumo. “É um sonho realizado. Era algo que as pessoas queriam muito. Inclusive, foram anos e anos de promessas, mas acabou que a FAS foi a única organização que conseguiu realizar o projeto”, compartilha o líder comunitário Sebastião Ferreira de Almeida.

Outro destaque foi o projeto “Conservação da Amazônia: uma aliança entre natureza e criatividade”, que formou dez estudantes de comunidades ribeirinhas em Gestão de Turismo e tornou-se finalista do Prêmio Nacional do Turismo 2025, na categoria “Qualificação, Formação e Inserção Produtiva de Pessoas no Turismo”. Na área educacional, a Fundação também capacitou mais de 800 professores, realizou mais de 290 teleatendimentos e formou 285 profissionais comunitários de saúde. Para o superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana, o período representa um marco estratégico para a atuação da organização na região. “Em 2025, reforçamos o nosso papel na construção de caminhos para uma Amazônia mais justa, próspera e sustentável. Consolidamos parcerias importantes, avançamos em agendas estratégicas, fortalecemos nossas atividades e ampliamos nossa presença nos territórios amazônicos”, afirma.

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Foto: Divulgação/FAS

Mobilização climática e conservação ambiental

Com apoio de parceiros, a instituição promoveu a “Jornada COP30”, iniciativa que reuniu 1.285 pessoas, incluindo 103 lideranças de 11 estados da Amazônia Legal, para a construção de Planos de Ação Climática Territoriais levados à conferência do clima em Belém (PA). O morador da comunidade São Francisco do Caramuri, em Manaus (AM), Daniel Leandro, integrou esse time e contou da experiência: “a ‘Jornada COP30’ foi um processo de escuta, aprendizado e participação que nos deu a oportunidade de representar as vozes da Amazônia”. A mobilização também incluiu o “Banzeiro da Esperança”, expedição fluvial e cultural realizada entre Manaus e Belém. Ao todo, 103 lideranças participaram da iniciativa, sendo 63 indígenas, 28 quilombolas e 12 representantes de diversas comunidades amazônicas. Durante o percurso, foram promovidas trocas de saberes que resultaram na criação da “Carta da Aliança dos Povos Guardiões da Amazônia”, entregue ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago.

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Durante a conferência, a FAS participou de 46 atividades, realizou 26 falas oficiais, liderou nove eventos e mobilizou mais de 20 parceiros estratégicos, com foco no protagonismo dos povos da floresta, na biodiversidade e na ampliação do acesso à energia e água limpa. Na área de conservação ambiental, a organização contribuiu para a consolidação e gestão de Unidades de Conservação, com destaque para o Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia, no Pará. Com cerca de 560 mil hectares, a área atua na proteção de espécies raras e ameaçadas de extinção, além de ecossistemas considerados únicos na região amazônica. Nos estados do Amazonas e Pará, a organização também apoiou a mobilização de 239 pessoas em ações de gestão ambiental, 153 brigadistas na prevenção de queimadas e incêndios florestais e a distribuição de 280 kits seringueiros em Unidades de Conservação. Segundo a FAS, as ações contribuíram para a redução do desmatamento em 20% no Amazonas e 14% no Pará entre 2024 e 2025.

As iniciativas educacionais da organização incluíram ainda 21 treinamentos pedagógicos que capacitaram 648 professores em 11 municípios, impactando 180 comunidades. A proposta é desenvolver uma educação contextualizada à realidade amazônica, valorizando elementos da cultura local, da fauna e da flora da região. A Fundação também firmou convênio com a Universidade Federal do Amazonas para cursos de pós-graduação voltados a 200 professores. Na área da saúde, o projeto “SUS na Floresta” buscou ampliar o acesso a serviços básicos em regiões remotas da Amazônia. Já a iniciativa “Adeus Mosquito” formou, no último ano, 203 multiplicadores em prevenção de doenças como dengue, zika e malária. Os participantes assumiram o compromisso de compartilhar os conhecimentos adquiridos em suas comunidades, orientando famílias sobre a identificação e eliminação de possíveis criadouros do mosquito. As ações ligadas à sociobiodiversidade amazônica apoiaram 57 projetos de sociobioeconomia e promoveram 45 capacitações, fortalecendo sete cadeias produtivas. Entre os destaques está o projeto de rastreabilidade da cadeia do pirarucu, que utiliza tecnologia blockchain para garantir a procedência do pescado. A iniciativa inclui capacitações, construção de estruturas flutuantes de pré-beneficiamento e o desenvolvimento da marca “Gigantio”, voltada à comercialização do pirarucu em novos mercados. 

O Turismo de Base Comunitária (TBC) também recebeu apoio da instituição como estratégia de geração de renda. Na região do Baixo Rio Negro, a atividade registrou a chegada de 6.536 turistas e faturamento bruto de R$ 5,73 milhões, além de um crescimento de 13,8% no ticket médio. A Fundação Amazônia Sustentável é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. A missão da instituição é contribuir para a conservação do bioma, melhorar a qualidade de vida das populações amazônicas e valorizar a floresta em pé e sua biodiversidade. 

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