O acúmulo de entulho nas ruas costuma ser um problema comum nas cidades brasileiras. Em Recife, para amenizar esse problema, a prefeitura lançou um projeto que estimula o recolhimento de tais materiais por meio da compra de resíduos da construção civil e materiais volumosos.
Além de reduzir o descarte irregular de resíduos em ruas, canais, rios e áreas públicas da capital pernambucana e consequentemente facilitar a limpeza urbana, a iniciativa cria uma alternativa de renda, sobretudo para catadores e catadoras, que normalmente trabalham com a coleta e venda de materiais recicláveis.
Os materiais entregues – sejam materiais volumosos ou entulho – serão pesados no momento da chegada e os trabalhadores receberão R$ 0,05 por quilo de resíduos, com pagamento realizado por PIX. “Às vezes você pode fazer pequenas reformas em casa e acaba fazendo o descarte da metralha de maneira irregular, em beiras de canal, em calçadas e em terrenos abandonados. Agora a prefeitura vai comprar essa metralha, fazendo o pagamento na hora”, disse o prefeito João Campos.
Apesar de ser voltado para catadores autônomos, qualquer pessoa poderá fazer a entrega do material, mas no segundo caso (onde provavelmente o transporte será feito por veículos motorizados) não será remunerado. “Se a pessoa estiver fazendo uma reforma, ela pode trazer esse material para cá. Mas, para receber, não pode carro ou caminhão”, explica o diretor de Limpeza Urbana, José Mario. A medida reforça o caráter de alternativa de renda para quem já atua na coleta de resíduos.
Outra condição importante para a remuneração é que o material não pode ser entregue em veículo de tração animal, uma vez que é proibido na cidade.
A ação teve início na Ecoestação do Arruda e tem previsão de expansão para outras ecoestações da cidade. Para participar do programa, os trabalhadores de coleta alternativa devem realizar cadastro prévio no local, apresentando documento de identificação, CPF e inscrição ativa no CadÚnico, além de registrar uma chave PIX vinculada ao CPF para recebimento do pagamento. Após o cadastro, os trabalhadores passam a entregar os resíduos nas ecoestações, onde o material é pesado e registrado no sistema.

