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1 em cada 4 pessoas no mundo não tem acesso à água potável

Comunidades rurais, mulheres e crianças são as mais afetadas pela falta de água segura, aponta novo relatório da ONU

Published 26/08/2025
beber água

Foto: Engin Akyurt | Unsplash

Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos é o Objetivo 6 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) a serem garantidos até 2030. A meta, no entanto, está longe de ser alcançada. Cerca de 2,1 bilhões de pessoas, o equivalente a um em cada quatro habitantes do planeta, ainda não têm acesso à água potável em condições seguras, segundo a ONU.

O novo relatório “Progresso em Água Potável e Saneamento Doméstico 2000-2024: foco especial nas desigualdades” foi lançado pela OMS e UNICEF, no contexto da 35ª reunião da Semana Mundial da Água, que acontece em Estocolmo até o próximo dia 28 de agosto. O documento reforça a desigualdade no acesso à água: os que vivem em países de baixa renda, contextos frágeis, comunidades rurais, crianças e grupos étnicos minoritários e indígenas enfrentam as maiores disparidades em relação à água, saneamento e higiene.

No relatório, as agências de saúde e infância da ONU apontam que, embora tenha havido algum progresso na última década, o avanço se dá em ritmo lento, de forma que a promessa de atingir a cobertura universal, uma das metas de desenvolvimento sustentável da ONU, está cada vez mais fora de alcance. Confira abaixo os principais dados do estudo:

Foto: Daria Kraplak | Unsplash

Acesso à água potável

Foto: Rawpixel.com | PxHere

Saneamento básico

Higiene e saúde

Foto: Pxhere

Mulheres, meninas e desigualdade

Foto: © UNICEF | Frank Dejongh

Água não é privilégio, é direito

O acesso à água potável é reconhecido como um direito humano fundamental.
Trata-se de um recurso básico para a sobrevivência humana, sem o qual não se garante o desenvolvimento socioeconômico e o avanço do bem-estar em geral.

“Água, saneamento e higiene não são privilégios, são direitos humanos básicos”, afirmou o Dr. Ruediger Krech, Diretor Adjunto de Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Saúde da Organização Mundial da Saúde. “Precisamos acelerar as ações, especialmente em prol das comunidades mais marginalizadas, se quisermos cumprir nossa promessa de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”

Apesar da própria ONU reconhecer que a “água contaminada, saneamento inadequado e práticas precárias de higiene ainda estão minando os esforços para acabar com a pobreza extrema e controlar surtos de doenças nos países mais pobres do mundo”, não nivelar por baixo o que é privilégio é importante para a agenda avançar.

Outro ponto diz respeito ao impacto da falta de água na saúde e educação, sobretudo de meninas. “Quando as crianças não têm acesso a água potável, saneamento e higiene, sua saúde, educação e futuro ficam em risco”, disse Cecilia Scharp, Diretora de WASH do UNICEF. “Essas desigualdades são especialmente graves para as meninas, que muitas vezes carregam o fardo da coleta de água e enfrentam barreiras adicionais durante a menstruação. No ritmo atual, a promessa de água potável e saneamento para todas as crianças está cada vez mais distante – o que nos lembra que precisamos agir com mais rapidez e ousadia para alcançar aqueles que mais precisam”, conclui.

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