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Campanha mobiliza escolas e comunidades por cidades sem risco

9ª edição do #AprenderParaPrevenir envolve 30 mil estudantes e atua em 23 cidades com foco em redução de risco ambiental e justiça climática

Published 11/02/2026
o ano mais quente

Danos da mudança climática podem se tornar irreversíveis, alerta o relatório sobre o Estado do Clima Global 2024.

Diante do aumento de enchentes, deslizamentos e ondas de calor extremo no Brasil, a prevenção ganha centralidade como estratégia de proteção à vida. Com esse objetivo, a 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco mobiliza escolas, educadores, comunidades e iniciativas populares em ações de educação para a redução de riscos de desastres em cidades e territórios vulneráveis.

A campanha é realizada pela Secretaria Nacional de Periferias (SNP) e pelo Programa Cemaden Educação, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Cemaden, do Ministério das Cidades (MCID), do Ministério da Educação (MEC), da SECADI e por meio de articulação interministerial do Governo Federal. A iniciativa integra políticas públicas de educação, ciência e desenvolvimento urbano e reforça a prevenção como eixo estruturante da justiça climática, sobretudo nas periferias, onde os impactos da crise climática são mais intensos.

Brigadistas do Instituto Brasília Ambiental e Bombeiros do Distrito Federal combatem incêndio em área de cerrado próxima ao aeroporto de Brasília. | Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

Ao destacar que os desastres não são naturais, mas resultado de vulnerabilidades sociais, territoriais e institucionais não enfrentadas, a campanha contribui para fortalecer uma cultura de prevenção baseada em educação, informação e organização coletiva, evidenciando os impactos desiguais dos eventos extremos sobre populações historicamente vulnerabilizadas. Para Samia Sulaiman, coordenadora de Articulação e Parcerias da Secretaria Nacional de Periferias, a prevenção deve ser permanente. “Investir em educação para a redução de riscos é investir em vidas e fomentar cidades mais justas. A prevenção precisa estar no centro das políticas públicas, especialmente nos territórios onde os efeitos da crise climática são mais severos”, afirma.

Com abrangência nacional, a edição 2025–2026 deve impactar diretamente cerca de 30 mil estudantes e atua de forma prioritária em 23 municípios de diferentes regiões do país, definidos a partir de critérios técnicos de risco socioambiental. As ações incluem a formação de mobilizadores escolares e territoriais, educadores e facilitadores municipais, além de atividades pedagógicas, projetos de ciência cidadã e iniciativas de sensibilização comunitária. Nesta edição, a campanha adota o conceito de “campanha de campanhas”, estimulando que escolas, coletivos, universidades, organizações sociais, Núcleos Comunitários de Defesa Civil e iniciativas populares desenvolvam ações próprias, adaptadas aos riscos e às especificidades de cada território.

Entre os principais eixos estão a oferta gratuita de cursos e trilhas formativas, que somam 120 horas, a disponibilização de materiais educativos para uso em salas de aula e espaços comunitários, além de jornadas pedagógicas, webinários, encontros online e ações presenciais. Os conteúdos abordam educação ambiental climática, redução de riscos de desastres, leitura do território, justiça climática e ciência cidadã. Segundo Rachel Trajber, do Cemaden Educação, o formato amplia o alcance da prevenção. “Chamamos de Campanha de Campanhas porque quando escolas, organizações e comunidades reconhecem seus riscos e mobilizam sua gente, criam caminhos de proteção. A ação é coletiva, não dá para enfrentar a crise climática sozinho”, destaca.

A partir de abril, estarão abertas as inscrições das campanhas comunitárias, permitindo mapear e reconhecer experiências desenvolvidas em todo o país e fortalecer a troca de aprendizados. Mais do que uma ação pontual, a campanha #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco aposta na mudança de cultura: agir antes para salvar vidas, por meio da educação, da comunicação e da organização coletiva, reafirmando que prevenir desastres é proteger vidas e garantir o direito à cidade.

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