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Jardim filtrante trata água para reuso

Sistema usa plantas nativas para purificar resíduos de forma natural e garantir água para diversos usos

Published 22/06/2026
jardim filtrante

Jardim filtrante na Cidade Universitária do rio de Janeiro. Foto: Sodexo

Quem olha para o jardim que fica na Cidade Universitária vê uma lagoa e diferentes espécies de planta que compõe a paisagem. Mas, o que poderia ser apenas “decoração verde” é na verdade um jardim filtrante do Grupo L’Oréal: uma estrutura ambiental viva, operada com rotina técnica, manutenção especializada e monitoramento contínuo.

A água passa por um processo natural de purificação realizado por plantas e pode ser reutilizada em atividades como irrigação e em banheiros.

A solução combina paisagismo, biotecnologia e gestão ambiental para apoiar o uso mais eficiente dos recursos hídricos e reduzir os impactos. Na prática, a água passa por um processo natural de purificação, no qual plantas, raízes, substrato e microrganismos atuam de forma integrada para diminuir a carga poluidora dos efluentes.

Manutenção de jardim filtrante. Foto: Sodexo

“O jardim filtrante é um exemplo de como natureza, técnica e operação podem atuar juntas para transformar compromissos de sustentabilidade em práticas concretas no dia a dia”, afirma Satoshi Yadoya, diretor da Plataforma Técnica de Facilities da Sodexo, empresa responsável pela implementação e manutenção do jardim filtrante.

Além de viabilizar o reuso da água, o jardim cria uma paisagem natural no entorno do prédio e favorece a atração de biodiversidade. Todo o processo ocorre sem adição de produtos químicos e sem geração de resíduos contaminados. Por utilizar plantas e processos biológicos associados à absorção de CO₂, o sistema também pode contribuir para um balanço ambiental positivo.

“Hoje, nossas equipes vão além das atividades tradicionalmente associadas à limpeza, manutenção e conservação de espaços. Elas também operam soluções ambientais que exigem conhecimento técnico, acompanhamento contínuo e gestão qualificada. Esse projeto mostra como o Facilities Management se tornou uma frente estratégica dentro das empresas”, completa Satoshi Yadoya.

O sistema usa plantas aquáticas nativas para filtrar poluentes. Foto: Giselle Cahú | ARIES/CITinova
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