Ir à praia sem protetor solar é o caminho certo para o vermelhão na pele, quando não queimaduras. Sem dúvidas, o uso é essencial para evitar doenças de pele. O que muitos não sabem, porém, é que o creme solar possui uma substância química que é uma ameaça ecológica para corais e recifes de coral, colocando em risco sua sobrevivência. Ciente deste fato, o governo do Palau decidiu banir qualquer tipo de protetor que represente um risco aos corais e à vida marinha em geral.

Palau é um arquipélago com mais de 500 ilhas, mas ainda assim é um país minúsculo no Oceano Pacífico.

A partir deste ano, só poderá ser vendido (ou usado) no país os protetores livres de 10 ingredientes apontados como prejudiciais. Entre eles, a substância Oxybenzone (também conhecida como a BP-3 ou benzofenona-3), que está presente em mais de 3.500 produtos de proteção solar em todo o mundo. O oxybenzone provoca uma deformação morfológica grave ao coral, danos ao DNA e, o que é ainda mais alarmante, atuando como um perturbador endócrino. Este último faz com que o coral se encapsule em seu próprio esqueleto, o que acaba por causar a sua morte.

Com suas águas límpidas, a nação insular é um refúgio para mergulhadores. Sendo o primeiro país a tomar tal atitude espera-se que sirva de inspiração para outros. Aliás, outros paraísos aquáticos têm buscado banir as substâncias tóxicas do mar: o estado do Havaí, nos EUA, já anunciou proibição semelhante, que entrará em vigor em 2021. Também as Ilhas Virgens American e ilha holandesa do Caribe de Bonaire estão indo por este caminho. Além disso, aqui no Brasil também tramitam projetos de lei que tentam proibir a comercialização dos filtros solares tóxicos.