Maior defensor de baleias, Paul Watson é libertado
Após quase 6 meses preso, Justiça da Dinamarca nega extradição ao Japão e ativista é solto
Após quase 6 meses preso, Justiça da Dinamarca nega extradição ao Japão e ativista é solto
Após quase 6 meses preso, o ativista Paul Watson foi finalmente libertado. Fundador da Sea Shepherd Brasil e do Greenpeace, o Capitão Paul Watson, como é conhecido, esperava a decisão do Ministério da Justiça da Dinamarca sobre sua extradição. O ofício, endereçado à Polícia da Groenlândia e enviado por e-mail oficial nesta manhã desta terça-feira (17), foi um alívio aos familiares, amigos e apoiadores das causas ambientais, sobretudo da preservação dos oceanos e proteção das baleias: o documento oficializa a recusa da extradição do cidadão para um processo criminal no Japão. Confira abaixo um resumo dos últimos acontecimentos.
Paul Watson foi preso pela polícia da Groenlândia em 21 de julho de 2024, após a reativação de um alerta vermelho da Interpol solicitado pelo Japão. O pedido de extradição, baseado em incidentes ocorridos há mais de 14 anos, alegava atividades que incluíam “ferimentos pessoais”, “obstrução de negócios”, “invasão de navio” e “danos à propriedade” relacionados às campanhas de conservação lideradas por Watson contra a caça de baleias no Oceano Antártico. Saiba mais aqui.

Enquanto esteve preso, Paul Watson completou 74 anos de idade e ganhou um prêmio de conservação por suas contribuições significativas à preservação da vida marinha. Saiba mais aqui.
Após meses de detenção e revisão do caso, o Ministério da Justiça da Groenlândia concluiu que:

Com base em uma análise cuidadosa das circunstâncias, o Ministério determinou que a extradição não seria permitida sob a legislação de extradição vigente na Groenlândia.
“Esta decisão representa não apenas uma vitória para mim, mas também para aqueles que acreditam na justiça e na proteção do oceano. Agradeço profundamente o apoio de meus advogados, aliados e defensores em todo o mundo. Continuarei a lutar pelo oceano e pela preservação das espécies marinhas”, declarou Watson, que lutou contra a extradição desde sua prisão.
A Sea Shepherd Brasil, que manteve uma mobilização constante em prol de sua libertação, reconheceu a consideração ética e jurídica das autoridades da Groenlândia sobre o caso e reafirmou o compromisso da organização com a conservação marinha.

“A perseguição a Paul Watson é uma tentativa clara de criminalizar ações legítimas de proteção ao meio ambiente. O trabalho de Paul tem sido fundamental na proteção das baleias e da vida marinha. Sua dedicação à preservação dos oceanos é um exemplo de coragem e integridade, e sua luta é essencial para a preservação das espécies e do nosso planeta”, afirmou Nathalie Gil, presidente da Sea Shepherd Brasil, que se encontra na Groenlândia para receber Paul Watson em sua saída do confinamento.
Paul Watson poderá retornar às suas atividades como defensor da vida marinha.