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Natura quer se tornar um negócio regenerativo até 2050

Companhia anunciou que seu modelo de negócio vai buscar geração de impacto positivo de forma sistêmica para pessoas, natureza e sociedade

Published 19/12/2024
Natura biodiversidade linha Ekos

Os frascos da linha Ekos são feitos com 100% de plástico reciclado. Foto: Cabron Studios

A Natura revisitou sua Visão 2050, lançada há dez anos, para responder aos crescentes desafios globais e assumir metas mais ambiciosas para promover a regeneração climática, social e ambiental por meio de seu modelo de negócios. As novas metas reforçam a ambição da companhia se tornar, até 2050, uma empresa fundamentalmente regenerativa, gerando impactos sistêmicos positivos para pessoas, natureza e sociedade.

“O cenário atual da Natura é um saldo positivo entre os capitais, em que o impacto negativo no Capital Natural é compensado pelo impacto positivo nos capitais Social e Humano. Mas nosso negócio será verdadeiramente regenerativo quando o impacto for positivo em cada um dos capitais, individualmente”, explica Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura.

O anúncio foi realizado em novembro durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024, a COP29, no Azerbaijão.

Foto: Natasha Olsen

Na prática, as operações da Natura irão além de mitigar e compensar impactos negativos em todas as frentes de atuação. O modelo de negócio buscará, ao longo dos próximos 25 anos, gerar impacto positivo em todos os capitais considerados para a mensuração de resultados pela metodologia Integrated Profit and Loss (IP&L), para além do Capital Produzido (como receita e lucro): Capital Natural (como natureza, clima e alimentos), Capital Social (como bem-estar e infraestrutura) e Capital Humano (como educação, saúde e força de trabalho).

“O IP&L é a metodologia que vai nos ajudar a medir esse progresso e entender onde precisamos avançar”, conta Ana Costa. Segundo o IP&L, em 2023, para cada R$ 1 de receita, os negócios da empresa, incluindo operações integradas com a Avon América Latina, geraram R$ 2,7 de impacto socioambiental positivo.

Entre as atividades da companhia, já existem processos que fortalecem sistemicamente os quatro capitais. Um deles é a parceria com comunidades agroextrativistas na Amazônia. A obtenção de renda com a venda de ingredientes nativos está sendo ampliada com a criação de fábricas de extração de óleos e manteigas nas próprias comunidades, descentralizando os processos e a produção de valor.

Produção de dendê e outras culturas em sistema agroflorestal, em contraste com a monocultura. Foto: Divulgação | Natura

O SAF Dendê, primeiro sistema agroflorestal para cultivo sustentável de palma no mundo, é outro exemplo. Estabelecido no Pará há 15 anos, o projeto conta hoje com 182 hectares e a meta é atingir 40 mil hectares até 2035 para garantir o abastecimento sustentável desse insumo para as operações da empresa.

O conceito de regeneração também se materializa nos produtos. A Natura lançou, no final do ano passado, o Natura Ekos Hidratante Concentrado de Castanha, que tem uma apresentação inédita. Ao misturar o frasco de 30 ml do concentrado com água potável em casa, o consumidor obtém na hora um poderoso hidratante corporal de 250 ml. A embalagem refilável é reutilizável, e o concentrado apresenta uma redução de 81% no uso de material plástico em relação ao refil convencional.

A lógica de regeneração se estende ainda a outros projetos desenvolvidos nos últimos anos em que o valor que provém de cada ponto da rede é ampliado e redistribuído, como o ecossistema de serviços financeiros e de microcrédito Emana Pay, a plataforma de serviços de beleza e bem-estar Bluma e a rede de educação do Instituto Natura. A proposta agora é que todos os processos da companhia sigam essa mesma lógica.

Foto: Edu Delfim

“Queremos que a regeneração oriente nossa forma de inovar e esteja presente em todas as dimensões da Natura. Não adianta um negócio tirar de um lado para mitigar do outro, sem atuar para eliminar a causa da geração de impacto negativo. É nesse contexto que estamos acompanhando o despertar desse outro conceito, o de regeneração, e convidamos outras empresas a se unirem a nós nesse movimento”, finaliza a vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura.

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