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Dicas de segurança para motociclistas iniciantes (e experientes)

O jornalista e piloto Flávio Tito fala sobre os cuidados para quem circula sobre duas rodas e das particularidades dos modelos elétricos

Published 26/09/2024
segurança motociclistas

Aprenda maneiras de tornar os trajetos em motos mais seguros. | Foto: Watts

O deslocamento nos centros urbanos com motos ou scooters é cada vez mais comum. Muitas pessoas optaram por este modal na tentativa de driblar os congestionamentos e outras pessoas circulam pelas cidades em duas rodas para trabalhar, já que os serviços de entrega crescem exponencialmente. Nos dois casos, as opções elétricas são alternativas mais econômicas e sustentáveis, reduzindo os custos com combustível e manutenção e ajudando a diminuir a poluição sonora e atmosférica.

Mas, a preocupação com a segurança faz com que muitas pessoas desistam de usar motos ou scooters para o seu deslocamento. Para mudar este cenário, um dos caminhos é a educação e a conscientização. É isso que explica Flávio Tito, motociclista experiente, jornalista automotivo e embaixador da Watts Mobilidade. 

O capacete é indispensável. | Foto: Watts

“É possível reduzir o risco ao reforçar a educação no trânsito e levar o tema para as escolas. Duas aulas por mês podem ajudar a criar uma sociedade mais tolerante. Em relação à gravidade dos acidentes, existem diversos equipamentos de segurança que podem minimizar o impacto. É fundamental que o motociclista esteja sempre utilizando os equipamentos de segurança”, afirma.

Para auxiliar motociclistas iniciantes e os mais experientes, o CicloVivo conversou com Flávio sobre as maneiras de tornar os trajetos em motos mais seguros. Ele falou também sobre as diferenças de condução de uma moto elétrica e uma moto à combustão. 

Dicas de segurança para motociclistas

A preocupação com a segurança começa antes mesmo de subir na moto. Flávio explica que a manutenção e a revisão preventiva da moto são fundamentais. “É importante verificar a parte elétrica, os freios, pneus e a calibragem. Em relação à vestimenta, o motociclista deve usar capacete, jaqueta, luvas, calça e botas”. 

Em cidades com o trânsito muito intenso, motociclistas iniciantes devem respeitar o seu processo de aprendizagem. “Se você não se sente seguro para ir para o corredor, não tenha vergonha de aguardar o trânsito fluir. Evite transitar na lateral de caminhões ou ônibus sempre que possível”, diz Flávio.

Watts W125. | Foto: Watts

Antes de entrar em vias movimentadas circule bastante por ruas mais tranquilas, até que tenha total controle em relação à condução da moto. No início, vale a pena estudar e priorizar trajetos em que o fluxo não seja tão intenso. 

O mesmo vale para a garupa. Flávio explica que “pilotar com garupa muda uma série de dinâmicas: centro de gravidade, o ponto de equilíbrio do piloto com a moto, as respostas de aceleração e frenagem ficam mais lentas. O ideal é andar com garupa em local apropriado para treino antes de encarar ruas publicas e rodovias”.

Motociclistas mais experientes podem ajudar a tornar o trânsito mais seguro respeitando limites de velocidade e evitando acelerar o fluxo nos corredores de motos quando encontram trânsito intenso ou pilotos que não se sentem seguros para acelerar nestas vias. Quem dirige veículos de quatro rodas também tem seu papel na construção de um trânsito mais seguro: ao sinalizar com a seta, isso não significa que você pode entrar imediatamente. “Acione a seta, olhe e espere alguns segundos devido ao ponto cego. Só então siga com segurança”, alerta o especialista.

É importante lembrar que ciclistas e motociclistas que circulam pelos centros urbanos estão ajudando a construir um trânsito melhor para todos, reduzindo a quantidade de carros e, consequentemente, o congestionamento que atrapalha a vida de toda a população. Mas eles também são os condutores mais vulneráveis e é responsabilidade de qualquer motorista garantir a segurança dessas pessoas.

Para motociclistas, a atenção deve ser constante. “Ao subir na moto, todos os momentos exigem atenção e responsabilidade. Além da vida do motociclista, há a vida de terceiros e de animais a considerar”, ressalta Flávio.

A WS120 atende sobretudo centros urbanos. | Foto: Watts

A máxima de que “se beber não dirija” é fundamental e inclui qualquer substância que possa alterar o estado mental de quem vai conduzir uma moto. É importante também reconhecer condições que possam alterar os reflexos e intensidades de reação, com a sonolência, cansaço ou até mesmo momentos de muito estresse ou nervoso. Na dúvida, sempre espere até estar 100% bem antes de subir na moto.

Motos elétricas x Motos à combustão

Existem diferenças importantes na condução de uma moto elétrica. Inicialmente, é preciso lembrar que, tanto para motos à combustão como para motos elétricas, é necessário ter CNH A, o que passou a valer também para as scooters. 

As recomendações envolvendo os itens de segurança, atenção plena e respeito ao processo de aprendizagem são essenciais em qualquer tipo de moto. 

Ao subir na moto, todos os momentos exigem atenção e responsabilidade. | Foto: Watts

Flávio explica que existem outras diferenças práticas na hora de pilotar: “A moto a combustão exige a troca de marchas, e os dois sistemas de frenagem são: o da manete direito, que aciona o freio dianteiro, e o do pedal do lado direito, que aciona o traseiro. Já as motos elétricas não exigem troca de marchas. Os dois sistemas de frenagem estão nos manetes direito e esquerdo”.

As motos elétricas podem ter configurações específicas, dependendo do modelo. “Em todos os casos, é fundamental respeitar os limites que a moto oferece e seguir as recomendações do fabricante”, reforça o especialista. 

Segundo ele, a adaptação às motos e scooters elétricas valem a pena. Além dos benefícios ambientais e sociais, como a melhoria da qualidade do ar e saúde da população, as versões elétricas também trazem vantagens econômicas, que vão além do combustível.

É fundamental respeitar os limites que a moto oferece e seguir as recomendações do fabricante. | Foto: Watts

“Você vai se surpreender com o tamanho da economia. Tem redução de custo com troca de óleo, redução de custo com limpeza de injeção ou carburador e redução de custo com manutenção preventiva”, conta Flávio. 

Em relação ao combustível, ele dá um exemplo real: “Para quem usa uma moto a combustão que faz 35 km por litro e roda 800 km por mês, gasta aproximadamente R$ 132,11 com combustível por mês. No ano, esse valor chega a R$ 1.585,32. O mesmo motociclista, ao usar a moto W125 da Watts e percorrer o mesmo trajeto mensal, gastará apenas R$ 8,89 em energia. No ano, isso totaliza R$ 106,68. Ou seja, uma economia de R$ 1.478,64”.

A marca oferece em seu site uma calculadora onde é possível analisar a economia para os mais diferentes tipos de moto, em comparação com modelos elétricos. 

Baterias

Foto: Watts

Muitas pessoas têm dúvidas em relação à segurança e carregamento das baterias. Flávio assegura que os equipamentos são seguros. “As baterias não são perigosas, desde que você siga as recomendações da Watts. É bem parecido com carregar um celular e é igualmente econômico. A maior atenção deve ser para não usar plugs de tomada adaptados, gambiarras ou extensões improvisadas”. 

Hora de viajar?

Depois de rodar bastante dentro da cidade, é normal que apareça a vontade de percorrer distâncias maiores e fazer uma viagem de moto. Para quem está se preparando para viajar de moto, especialmente em uma primeira viagem, é fundamental:

  1. Fazer a revisão da motocicleta.
  2. Estudar o trajeto antes da partida.
  3. Separar e organizar os equipamentos de segurança e manutenção, incluindo: kit de primeiros socorros, ferramentas para manutenção da moto, lubrificante para corrente, entre outros
  4. Planejar cuidadosamente o que levar na bagagem, considerando o espaço e o peso.

Semana da Mobilidade

Esse conteúdo foi produzido pelo CicloVivo em parceria com a WATTS, que investe na mobilidade elétrica para ajudar a desenvolver cidades mais sustentáveis. Leitores e leitoras do CicloVivo têm desconto de R$ 2 mil na compra da scooter WS120, preenchendo esse formulário.

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