Um projeto que une funcionalidade, minimalismo e princípios de sustentabilidade, com foco na reutilização de plásticos e processos de baixo impacto ambiental. Assim pode ser resumida a luminária Rificolona projetada pelo estúdio e-ggs e apresentada pela empresa de design Miniforms, ambas italianas.
Recém-lançada, a luminária é composta quase que inteiramente por polietileno reciclado, proveniente de resíduos industriais ou domésticos. O material, utilizado na cúpula da luminária, é leve, translúcido e mantém suas propriedades físicas mesmo após sucessivas reutilizações.
Apesar de ser fabricada com plástico, o processo de fabricação segue uma lógica de economia circular. O polietileno reciclado é separado por tipo para garantir pureza e homogeneidade (monopolímero), depois fundido a baixas temperaturas, sem queima. Tal método permite que o material seja refundido diversas vezes, reduzindo emissões e prolongando sua vida útil.
A Rificolona foi originalmente projetada como luminária de teto e conta com um mecanismo patenteado de ajuste. Um sistema de cabos é conectado por uma esfera deslizante que permite alterar a inclinação da peça, variando entre posições horizontal, vertical ou intermediárias, conforme a necessidade do ambiente ou gosto do cliente.
Atualmente, a linha inclui versões de teto, piso e mesa, disponíveis em três diâmetros: 50, 80 e 120 cm. Todas as variantes mantêm a característica superfície translúcida, composta por fragmentos do mesmo polietileno reciclado, aplicados sobre a luminária para formar diferentes densidades visuais.
Combinando um sistema de montagem ajustável e o uso de plástico reciclado, a Rificolona busca alinhar design contemporâneo a soluções sustentáveis no setor de iluminação. É uma prova de que o bom design pode incorporar soluções que levem em consideração toda a vida útil de um produto.
Ao redor do mundo, diversos profissionais estão se empenhando e dar novas soluções para os resíduos plásticos, inclusive aqueles nos oceanos. Veja aqui outro exemplo de luminária feita com lixo coletado do mar, o que inclui redes de pesca. Com estudos mostrando que é possível ter mais plástico do que peixe nas próximas décadas, o esforço de designers, como acima demonstrado, deve ser acompanhado de políticas que restrinjam a produção e consumo de plásticos a exemplo do que prega o Tratado Global de Plásticos.

