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Museu Sunner adota telhados verdes em projeto na China

Arquitetura valoriza a integração com a paisagem e propõe um novo uso para o museu agrícola do Sunner Group

Foto: Divulgação | Atelier Alter Architects

O estúdio chinês Atelier Alter Architects é o responsável pelo projeto do Museu Sunner, na província de Fujian, caracterizado por um conjunto de três grandes telhados verdes curvos que refletem os picos das Montanhas Wuyi, situadas nas proximidades.

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Localizado na cidade de Nanping, no condado de Guangze, o museu foi encomendado pelo Sunner Group, uma das maiores empresas de avicultura da China, e implantado próximo às fábricas da companhia. A nova construção abriga exposições voltadas à tecnologia agrícola, agricultura ecológica e segurança alimentar, funcionando também como centro de referência para especialistas do setor e instituições de pesquisa.

Com área total de 6.000 metros quadrados, o Museu Sunner substitui uma antiga loja de departamentos e dormitórios de funcionários erguidos na década de 1970 ao pé das Montanhas Wuyi, em uma área suscetível a inundações. A volumetria do museu, marcada pelos três telhados interligados, foi concebida em harmonia com a paisagem montanhosa ao redor.

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Foto: Divulgação | Atelier Alter Architects

A cobertura abriga pátios verdes acessíveis, projetados para parecer que “se erguem suavemente do chão”, segundo o estúdio. Os arquitetos determinaram uma inclinação máxima de 45 graus para os telhados, garantindo que a vegetação possa se desenvolver plenamente, ao mesmo tempo em que se mantém o acesso para pedestres e se oferece vistas amplas das montanhas, do Rio Futun e do parque industrial. Durante a noite, os terraços ficam abertos ao público e se transformam em espaços para observação de estrelas, encontros informais e momentos de descanso.

O principal material utilizado na construção foi o concreto reforçado com fibra de vidro, moldado para criar uma fachada com aparência texturizada e curvilínea. “O concreto foi tratado com texturas semelhantes apenas para guiar a água da chuva e a poeira, além de acomodar as necessárias venezianas, saídas de ar e aberturas de extração de fumaça”, explicou Xiaojun Bu, cofundador do Atelier Alter Architects.

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Nos níveis mais baixos, as dobras do concreto acompanham o relevo do solo. Já nas entradas e áreas públicas, essas dobras se afinam gradualmente para dentro, formando ambientes como o saguão e o restaurante, integrados por grandes painéis de vidro.

Fendas inseridas ao longo da fachada de concreto dobrado permitem a entrada de luz natural e oferecem vistas externas. Internamente, o museu é estruturado em torno de um átrio central com claraboia e 30 metros de altura, circundado por quatro paredes cilíndricas de cisalhamento — cada uma com 25 metros de diâmetro — construídas em concreto moldado in loco.

Essas estruturas semelhantes a silos abrigam áreas expositivas adicionais, escadas e elevadores. O átrio, amplo e sem colunas, funciona como espaço de circulação contínua e pode receber grandes instalações ou modelos em escala ampliada.

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Os interiores são dominados por acabamentos em madeira, escolhidos pelos arquitetos para oferecer uma estética mais suave em contraponto ao concreto aparente. “Em espaços internos como o restaurante e o saguão, as placas dobradas de concreto e as texturas sutis da fachada externa continuam, oferecendo detalhes ricos que não exigem decoração adicional”, afirmou Xiaojun.