A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou no último dia primeiro, dados parciais sobre os conflitos no campo, relativos ao primeiro semestre de 2010. Entre os principais dados no documento, está o aumento dos conflitos pela água, que cresceu 32%.
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou na última quarta-feira (01), dados parciais sobre os conflitos no campo no Brasil, relativos ao período de janeiro a julho de 2010. Os principais dados no documento são o aumento dos conflitos pela água, que envolveram 25 mil famílias; o fato de mais de metade dos conflitos por terra (54%) terem acontecido no Nordeste e o aumento da violência envolvendo trabalhadores no Sul e no Sudeste.
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No geral, a violência diminuiu. Em 2009 foram registradas 547 ocorrências, já em 2010, esse número caiu para 365. Mas, os conflitos por água cresceram em relação a 2009.
De janeiro a julho, a CPT registrou 29 conflitos pelo acesso à água potável, que envolveram 25.255 famílias. Este número é 32% maior que os números de 2009, quando foram monitorados 22 embates que envolveram cerca de 20 mil famílias.
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Foi registrado um aumento nos conflitos pela água em todas as regiões do Brasil, exceto no Norte. No Centro-Oeste e no Sul os embates cresceram 50%; no Nordeste, 18,5%; e no Sudeste, 175%. Na região Norte, apesar da queda de disputas, o número de famílias envolvidas nos conflitos saltou de 2.250, em 2009, para 11.150, em 2010, representando um aumento de 395%.
Dos 29 conflitos pela água, 11 (38%) estão relacionados com a construção de barragens e ocorreram em 14 estados da Federação, em 2010, quando em 2009, atingiram 13 estados.
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Com informações do Terra
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