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Programação do fim de semana no Museu das Culturas Indígenas

Programação gratuita reúne narrativas, línguas originárias e arte indígena para refletir sobre território, cultura e sustentabilidade

“Ygapó: Terra Firme” de Denilson Baniwa, em cartaz no MCI. Foto: Acervo MCI

Entre histórias sobre a origem dos rios, reflexões sobre a preservação das línguas indígenas e experiências sensoriais no espaço expositivo, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) realiza, ao longo de fevereiro, uma série de atividades gratuitas que articulam cultura, meio ambiente e diversidade. A programação reúne ações presenciais e online e convida o público a refletir sobre a relação entre território, memória e sustentabilidade a partir de perspectivas indígenas.

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No sábado, 21 de fevereiro, às 11h, o museu recebe o contador de histórias Kawakani Mehinako, do povo Mehinako, para a narrativa Aunakĩ Yanakumã – História do Dono dos Rios. O conto apresenta elementos centrais da cosmologia do Alto Xingu, no Mato Grosso, ao relatar a origem dos rios e a atuação de entidades como o Sol e a Lua na organização do mundo. A atividade destaca a oralidade como ferramenta de transmissão de saberes e de fortalecimento da relação entre povos indígenas e os ecossistemas que habitam.

No mesmo dia, às 15h, o museu promove um encontro online em celebração ao Dia Internacional da Língua Materna. A convidada é a linguista indígena Altaci Corrêa Rubim, referência em políticas linguísticas e copresidente de um grupo de trabalho ligado à Década Internacional das Línguas Indígenas. Em sua participação, ela propõe uma reflexão sobre os desafios contemporâneos para a preservação das línguas originárias, ressaltando o papel da educação, da identidade cultural e do multilinguismo na construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis.

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A data, instituída pela UNESCO em 1999, chama atenção para a diversidade linguística como patrimônio da humanidade. No contexto indígena, a preservação das línguas está diretamente associada à proteção dos territórios, dos modos de vida e dos conhecimentos tradicionais relacionados ao cuidado com a terra e a biodiversidade. Encerrando a programação do mês, no dia 26 de fevereiro, às 18h30, o público é convidado a participar da visita mediada Sonhos Ancestrais, na exposição Ygapó: Terra Firme, concebida pelo artista indígena Denilson Baniwa. Conduzida por mestres de saberes, a atividade propõe uma imersão nas cosmologias indígenas a partir do tema do sonho, entendido como espaço de criação, memória e projeção de futuros possíveis.

A experiência inclui elementos sensoriais que reforçam a conexão com a natureza, como o convite para caminhar descalço sobre folhas da Mata Atlântica. No centro do percurso, uma árvore partida ao meio simboliza tanto as ameaças enfrentadas pelos territórios indígenas quanto a resistência e a luta contínua pela terra. Todas as atividades são gratuitas, com ingressos disponíveis no site do museu. A iniciativa integra a proposta do MCI de ampliar o diálogo entre saberes indígenas, meio ambiente e sociedade, reafirmando a centralidade dos povos originários nas discussões sobre sustentabilidade e futuro do planeta.

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SERVIÇO

Contação de Histórias MCI | Aunakĩ Yanakumã – História do Dono dos Rios, com Kawakani Mehinako
21/02/2026 (sábado), das 11h às 12h

Dia Internacional da Língua Materna | Com Altaci Corrêa Rubim (Tataiya Kokama)
21/02/2026 (sábado), das 15h às 16h

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Visita Mediada às Exposições | Sonhos Ancestrais
26/02/2026 (quinta-feira), das 18h30 às 20h

Inscrições no site: https://museudasculturasindigenas.org.br/exposicoes-e-programacoes/programacao-mci/

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