Na pasta dental, no esfoliante, no xampu. Até onde você menos imagina o microplástico está lá. E após o uso seu destino é poluir os oceanos e afetar a vida marinha. Mas, o Reino Unido acaba de dar um basta a este ciclo ao proibir que fabricantes adicionem este material na composição de produtos de cuidados pessoais.

O país já havia anunciado a proibição deste julho do ano passado, mas só agora entrou em vigor. Por enquanto, não é possível mais fabricar e daqui a seis meses não será mais possível vender produtos que contenham as microesferas. Inclusive, quem trabalha em fronteiras será treinado para não deixar entrar nada que possa violar a proibição.

O Canadá também promulgou sua proibição de microplásticos no primeiro dia de 2018. Diferente do Reino Unido, por lá o banimento não isenta protetores solares e maquiagem. Por outro lado, produtos de saúde, especialmente medicamentos serão liberados até julho deste ano.

Estados Unidos e Nova Zelândia também estão tomando medidas para proibir ou restringir esses resíduos, assim como Suécia, Finlândia, França, Islândia, Luxemburgo e Noruega devem seguir o mesmo caminho.

Além da vida marinha, que logicamente afeta os humanos também, é sempre bom ressaltar uma pesquisa lançada no ano passado que mostrava que fragmentos plásticos estão presentes em 83% de água da torneira de todo mundo. Os microplásticos que contaminam as águas vêm de uma variedade de fontes, entre elas estão as roupas sintéticas, as poeiras de pneus e os plásticos encontrados em produtos de higiene e beleza. “Foram produzidos mais plástico nos últimos dez anos do que em todo o século passado”, alerta o relatório. Ou seja, parece exagero para uns, mas essa questão já passou da hora de ser debatida.

Redação CicloVivo