A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) desenvolveu um sistema para tratar o esgoto do vaso sanitário em um processo de biodigestão que não polui ou contamina o solo, córregos ou rios. A solução é um sistema montado com caixas de fibrocimento ou plástico reforçado que vai servir como fossa para os dejetos, onde será acrescentado uma mistura de água e esterco bovino, que fornece as bactérias que estimulam a biodigestão dos restos.

Chamada de Fossa Séptica Biodigestora, a técnica, que foi desenvolvida para ser implantada em residências rurais com até 7 moradores, transforma os dejetos em um adubo orgânico e tem eficácia e segurança comprovada. O sistema lançado em 2001 não gera odores desagradáveis, não procria ratos, moscas e baratas e ainda evita contaminação do meio ambiente.

A técnica

O conjunto de caixas é enterrado no chão, de modo que as tampas fiquem visíveis. Essas caixas vão servir como fossas para o esgoto do vaso sanitário (água com urina e fezes). Para iniciar o processo de biodigestão destes dejetos, basta acrescentar mensalmente a mistura feita com 5 litros de água e 5 litros de esterco bovino fresco.

O uso das fossas sépticas reduz muito a carga de agentes biológicos perigosos para a saúde humana. Segundo informações da Embrapa, se os moradores rurais utilizarem este sistema de tratamento de esgoto, espera-se reduzir a poluição do solo, córregos e rios. “A natureza também ganha com a melhoria da qualidade do solo e água. Por isso, a fossa séptica é um instrumento de saúde pública e de melhoria da qualidade de vida no campo”, o site da Embrapa explica.

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Emily Santos é aluna de Jornalismo, tem paixão por animais, pela natureza e por livros. Caçula de seis irmãos, criada na Bahia, ela retornou à metrópole paulistana para cursar faculdade e descobrir novos horizontes.