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Fungos que comem plástico podem ajudar a resolver descarte de resíduos

A proposta surge como uma solução para acabar com o descarte de resíduos plásticos.

10 de outubro de 2016 • Atualizado às 11 : 30
Fungos que comem plástico podem ajudar a resolver descarte de resíduos

O fungo digere o plástico sem armazenar os compostos. | Foto: Divulgação

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Um grupo de cientistas europeus está estudando uma alternativa para acabar com os resíduos plásticos. A forma encontrada: comê-lo. Pode soar estranho, mas este é o principal conceito por trás do projeto Fungi Mutarium, que transforma plástico em alimento.

Conforme explicado pela designer Katharina Unger, uma das líderes do estudo, o intuito era conseguir trabalhar com algum material que não fosse considerado alimento, pelo menos até então. Assim, a escolha parou no plástico e o grupo tem buscado respostas para dois desafios globais: resíduos e comida.


Foto: Divulgação

“Os agricultores estão a lidar cada vez mais com condições ambientais extremas para produzir alimentos. O Fungi  Mutarium é um projeção de como as novas biotecnologias podem ser aplicadas para produzir material comestível em resíduos prejudiciais e até mesmo tóxico”, explicou Katharina, em declaração ao site Fast Co.Exist.

O primeiro passo nessa cadeia, então, é a esterilização do plástico, feita a partir de raios ultravioleta. Essa técnica já ajuda a iniciar o processo de degradação. Depois disso, os resíduos são colocados dentro de copos comestíveis, feitos com agar, uma substância gelatinosa. Os recipientes recebem algumas gotas de fungos, que começam a crescem, digerindo o plástico nesse caminho. Assim, quando o copo está lotado de fungo e o plástico foi totalmente deteriorado, ele pode ser comido.


Foto: Divulgação


Foto: Divulgação

A ideia se baseia em pesquisas que mostram como cogumelos podem digerir totalmente itens como o plástico. “O fungo digere o plástico sem acumular os compostos”, explicou a designer. O mesmo não acontece com metais, por exemplo, que são armazenados, mesmo depois de digeridos.

O sistema está em fase de testes e ainda são necessários mais estudos e avaliações que garantam a qualidade e segurança dos fungos para serem digeridos.

Redação CicloVivo

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