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ONG usa garrafas PET para iluminar comunidades isoladas na Amazônia

Mais de 800 pessoas serão impactadas pelo projeto que contemplará dez comunidades.

13 de novembro de 2016 • Atualizado às 22 : 00
ONG usa garrafas PET para iluminar comunidades isoladas na Amazônia

A ideia é mobilizar outras pessoas para que a solução se dissemine em outras regiões após a conclusão deste primeiro projeto. | Foto: Divulgação

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A ONG Litro de Luz utiliza uma solução simples e ecológica para iluminar comunidades em áreas distantes das redes de energia elétrica. Inspirado em uma ideia do brasileiro Alfredo Moser, que usou garrafas plásticas com água e alvejante para iluminar a própria casa, o projeto agora usa a técnica simples para mudar a vida de pessoas em diversos lugares do mundo.

Com o aporte financeiro recebido em uma premiação internacional, o próximo passo da organização é levar a solução à Amazônia. “Sabemos que a região norte do país é onde há maior dificuldade de acesso à energia elétrica. Inúmeras famílias ainda não contam com iluminação dentro de casa e proximidades, principalmente em comunidades isoladas da Amazônia. Quando nos inscrevemos na premiação, pensamos nesta realidade e agora, por meio das nossas soluções, conseguiremos ajudar a muda-la”, afirma Vitor Belota, fundador do Litro de Luz Brasil. Ainda na região, a ONG empregará a verba de R$30 mil, valor recebido da BrazilFoundation, entidade que mobiliza recursos para ideias e ações que transformam o Brasil.

Foto: Divulgação

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Mais de 800 pessoas serão impactadas pelo projeto que contemplará dez comunidades do município de Caapiranga, no interior do Amazonas: Jacarezinho, Jacitara, Dominguinhos, Taboca, Joari, Cachoeira, Bararuá, São Sebastião, Patoá II e Rosa do Sarón. São comunidades que não contam com uma rede de energia elétrica e usam geradores para terem acesso à iluminação. No estudo do Litro de Luz, verificou-se que o engajamento dos moradores é muito forte e há grande interesse e necessidade da instalação das luzes solares. Assim, com o apoio dos mesmos, a ideia é mobilizar outras pessoas para que a solução se dissemine em outras regiões após a conclusão deste primeiro projeto.

Foto: Divulgação

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As “lâmpadas” funcionam de maneira simples. Alocadas em pequenos buracos nos telhados, as garrafas recebem luz solar na parte superior e, por meio do efeito de refração, os raios se espalham e iluminam a parte interna do ambiente, equivalendo à claridade de uma lâmpada de 60 watts, em média.

Atualmente, a ONG trabalha também com a lâmpada noturna, que é uma evolução da anterior e conta com uma pequena placa solar anexada à garrafa, permitindo a iluminação também durante a noite; e principalmente com os postes de luz, voltados a iluminação pública, que são eficientes do ponto de vista econômico e ecológico. Eles são compostos por materiais acessíveis como canos PVC, além da própria garrafa pet, e seu circuito é elaborado para que a luz acenda automaticamente com a chegada da noite e apague ao amanhecer. O lampião tem o mesmo sistema do poste, mas permite o deslocamento da lâmpada solar para onde a pessoa for. A economia gerada pelas soluções empregadas supera o seu custo em apenas três meses e ainda possibilita a redução de cerca de 250 kg na emissão anual de CO2.

Foto: Divulgação

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