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Empresa cria diamantes sintéticos sustentáveis exatamente iguais aos tradicionais

Diamantes são raros, caros e estão muitas vezes associados a impactos ambientais e sociais enormes.

30 de agosto de 2016 • Atualizado às 12 : 12

Um dos nomes por trás deste projeto é o ator norte-americano Leonardo DiCarpio, que estrelou “Diamantes de Sangue”. | Foto: Divulgação

Empresa cria diamantes sintéticos sustentáveis exatamente iguais aos tradicionais
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Diamantes são raros, caros e estão muitas vezes associados a impactos ambientais e sociais enormes. Mas, uma inovação tecnológica pode mudar isso, criando essas pedras preciosas de forma sintética, dentro de um processo industrial controlado, totalmente independente da mineração tradicional.

Um dos nomes por trás deste projeto é o ator norte-americano Leonardo DiCarpio, que estrelou “Diamantes de Sangue”, um dos filmes que melhor retratam os problemas gerados por uma verdadeira máfia dos minérios no continente africano.

Junto a ex-empresários do ramo de energia solar, o ator investiu mais de US$ US$ 100 milhões na Diamond Foundry, lançada em 2015. A start up conta com reatores de plasma que aquecem a mais de quatro mil graus celsius e uma tecnologia capaz de produzir diamantes sintéticos tão puros quanto as pedras verdadeiras.

Este tipo de processo não é exatamente novo. Segundo o site Fast Co. Exist, a fabricação de diamantes em laboratório começou na década de 50. Mas, os resultados nunca foram bons o suficiente para substituir adequadamente os diamantes tradicionais. Então, o material não era usado para a fabricação de joias. A situação começou a mudar há cinco anos, com empresas alcançando resultados mais valorizados.

Em entrevista ao site norte-americano, o co-fundador da Diamond Foundry, Martin Roscheisen, explicou que no início, eles não tinham certeza se conseguiriam dominar a tecnologia e se o mercado aceitaria o resultado final. O que aconteceu foi um resultado diferente do esperado. “A tecnologia acabou por ser mais difícil do que esperávamos e a reação do mercado foi mais fácil”, comentou o empresário.

Foto: Divulgação

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O processo de fabricação sintética começa com uma lasca de diamante tradicional. A partir daí começa o trabalho científico, com um crescimento feito átomo a átomo, em um reator extremamente quente. Para conseguir deixar o produto competitivo, a start up melhorou a eficiência deste processo, deixando-o mais rápido, sem prejudicar os resultados.

Ao final, o que se vê é um diamante exatamente igual ao que tradicional. Por enquanto, a fábrica consegue produzir diamantes ásperos de até dez quilates e diamantes polidos de ate 2,7 quilates.

Além de ter impactos ambientais muito menores, o processo industrial, realizado atualmente na Califórnia, garante a criação de empregos diretos e indiretos, dentro das condições ideais de trabalho, o que não acontece na maioria dos garimpos.

Redação CicloVivo

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