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Unisa pesquisa contaminação por microplástico no Guarapiranga

Estudos anteriores revelam registros alarmantes de contaminação por plásticos em humanos

Published 24/06/2024
microplásticos Guarapiranga

Foto: Willian Fujimoto | CC 3.0

Os microplásticos triplicaram no fundo dos oceanos nas últimas duas décadas, segundo um estudo divulgado em 2023. Para além do mar, os plásticos são encontrados nos animais marinhos (que consumimos) e em várias partes do corpo humano, sem que a gente ainda saiba quais as consequências deste fato. O impacto da contaminação dos microplásticos na fauna é objeto de pesquisa na Unisa (Universidade Santo Amaro), que analisa as partículas plásticas especificamente no Reservatório de Guarapiranga, localizado na zona sul de São Paulo.

Na pesquisa da Unisa, peixes e invertebrados aquáticos são coletados e seu conteúdo gástrico é analisado nos laboratórios da instituição. O receio que motiva esse estudo é que diversas espécies de peixes da região podem estar contaminadas por microplásticos, o que é alarmante, pois esses animais são fonte de proteína para as populações residentes ao redor do lago.

Foto: Edilson Osorio Junior | Flickr

Os alunos são orientados pelo Professor Guilherme J. da Costa Silva, do programa de pós-graduação stricto sensu Saúde Única, e coordenado pela professora Adriana Cortez.

Ainda que o estudo siga em curso na universidade, já é sabido que esses fragmentos foram detectados em inúmeras espécies de animais marinhos, como peixes, crustáceos e até mesmo em baleias, além de também serem encontrados em água potável.

Microplásticos

Os microplásticos são partículas resultantes da degradação de plásticos não biodegradáveis ou estão presentes em produtos abrasivos, como cremes esfoliantes e cremes dentais. Embora sejam milimétricos, têm o potencial de contaminar cadeias alimentares. Ao serem ingeridos por organismos, os microplásticos acumulam-se ao longo da cadeia alimentar, podendo chegar à mesa dos consumidores.

Há registros alarmantes de contaminação por plásticos em humanos, já sendo identificados em órgãos internos como coração, pulmões e placenta. O impacto que essa contaminação pode trazer para a saúde humana ainda não é totalmente mensurado.

Os microplásticos são fragmentos muito pequeninos de plástico que, infelizmente, já estão presentes em quase tudo. | Foto: iStock

Alguns estudos indicam que os microplásticos podem carregar substâncias químicas tóxicas, adsorvidas durante sua exposição ao ambiente. Quando ingeridos por animais e, eventualmente, pelos seres humanos, por exemplo, essas substâncias tóxicas podem representar riscos à saúde, com potencial impacto em sistemas endócrinos e no desenvolvimento humano. Portanto, a preservação dos ecossistemas aquáticos além de promover a proteção ambiental, é uma medida de saúde pública.

Como evitar a contaminação de plásticos

A coordenadora dos cursos de Engenharia Ambiental e Gestão Ambiental da Universidade Santo Amaro (Unisa), Cristina Vilas Boas de Sales Oliveira, aponta que o descarte inadequado de resíduos contribui para a formação de microplásticos, que contaminam rios e oceanos. Os microplásticos gerados afetam a fauna marinha e comprometem a qualidade da água, prejudicando ecossistemas vitais.

Foto: iStock

Além de conscientizar sobre os impactos negativos, é crucial fornecer orientações práticas para combater o descarte inadequado de resíduos. Por isso, a engenheira ambiental relacionou algumas dicas de cuidados com o meio ambiente que todos podem adotar para preservar as praias e os oceanos:

É crucial que a sociedade reconheça a gravidade desse problema e adote medidas responsáveis. A preservação das praias e dos ecossistemas marinhos depende da conscientização e ação coletiva.

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