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Rio Grande do Norte assina acordo para “estocar vento”

Projeto de armazenamento de energia em larga escala é o 1° do tipo no Brasil.

estocar vento
Foto: Divulgação/Copel
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No primeiro trimestre de 2021, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontou alta na geração de energia eólica no Brasil. O Rio Grande do Norte, maior produtor deste tipo de renovável, desponta com um projeto-piloto de armazenamento de energia produzida pelo vento.

“Estocar vento” foi a expressão inesquecível usada pela ex-presidente Dilma para salientar a dificuldade tecnológica para armazenar energia eólica. Na época, o CicloVivo explicou que isso já era possível, apesar de ainda ser uma alternativa cara e desafiadora. Agora, o Rio Grande do Norte assume no Brasil uma posição de liderança ao firmar parceria com a empresa EV Brasil Consultoria Ltda, representante brasileira da suíça Energy Vault SA, para desenvolver um projeto de armazenamento em larga escala e de longa duração.

Segundo o governo do estado, a solução da Energy Vault foi vencedora do Prêmio “Pioneiros de Tecnologia 2020” do Fórum Econômico Mundial (Davos) e já passou por experimentações. “A tecnologia que a empresa pretende trazer para o RN já foi testada na Suíça e utiliza blocos de concreto empilhados em torres de até 120 metros de altura para armazenar energia potencial gravitacional. O plano é associar o projeto à produção de hidrogênio verde, que poderá ser viabilizada no estado nos próximos anos graças à abertura do mercado eólico offshore”, afirma a gestão em nota. 

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Além de apostar em energia limpa e renovável, a governadora Fátima Bezerra destaca o papel desta tecnologia neste momento crítico que o país vive em termos de segurança energética. O Brasil aposta sobretudo em energia hidrelétricas, mas a falta de chuvas faz com que o país aumente sua dependência em termelétricas, que são mais poluentes e mais caras. 

“Estamos vivendo tempos difíceis num país com um potencial como o Brasil, ameaçado hoje até de apagão e crise no sistema elétrico. Então é mais um motivo para a gente valorizar e celebrar o momento que estamos vivendo hoje”, declara a governadora. 

O CEO da EV Brasil, João Fernandes, afirma que “as energias renováveis eólica e solar são eminentemente intermitentes e sua utilização massiva 24×7 requer o desenvolvimento de soluções de armazenamento que sejam confiáveis e flexíveis. Nossa solução da Energy Vault adota um projeto mais eficiente, durável e ambientalmente sustentável que outras opções, com eficiência de ciclo de 80 a 85%, vida útil superior a 35 anos, sem geração de resíduos químicos e sem degradação de sua capacidade de armazenamento ao longo do tempo”. 

Foto: Nicholas Doherty | Unsplash

O representante destaca um potencial da ordem de 400 MW a 600 MW em unidades de armazenamento de energia verde gravitacional até 2024 no Rio Grande do Norte. 

Com 194 parques em operação, 47 em construção e 79 já contratados, o RN segue como líder nacional na produção de energia renovável. Somados todos os projetos, são 9,6 GW de potência, segundo os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Leia também: Centros urbanos têm potencial de gerar energia eólica no alto dos edifícios

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