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Coleta de recicláveis em condomínios aumentou 88%, aponta startup

Por meio de triciclos e sem emissão de gás carbônico, os coletores da Green Mining retiram os materiais dos condomínios.

coleta de plástico green mining
Foto: Divulgação Green Mining
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Com a chegada da pandemia e o isolamento social imposto pelo período de quarentena, as pessoas passaram a ficar mais tempo dentro de casa e, consequentemente, a gerar mais resíduos residenciais. A notícia positiva é que junto com esse aumento, cresceu também o interesse pela reciclagem domiciliar, e a importância da coleta de recicláveis parece entrar, cada vez mais, nos lares paulistanos – é o que mostram os dados da startup Green Mining, especializada em logística reversa inteligente.

Desde a sua fundação, em 2018, por meio do programa global 100+Accelerator, da cervejaria Ambev, que selecionou 21 startups em todos os continentes para resolver questões mundiais urgentes em sustentabilidade, a Green Mining atua pela destinação correta e reaproveitamento de resíduos. Inicialmente, coletava garrafas de vidro somente em bares, restaurantes e lojas, e, posteriormente, outros tipos de resíduos passaram a ser enviados para a reciclagem. Com a expansão do projeto, começou a atuar em condomínios da capital paulista, que solicitavam o cadastramento para receberem o serviço de coleta de recicláveis, de forma gratuita.

Nos gráficos abaixo, é possível ver que em janeiro de 2020, a startup coletou, na cidade de São Paulo, mais de 3 mil quilos toneladas de materiais recicláveis em condomínios. Após três meses, quando a pandemia já tinha chegado ao Brasil, esse número aumentou em 162,15% (8 mil quilos toneladas). Na comparação entre abril de 2020 e o mesmo período deste ano, a ação teve um crescimento de 88%, registrando 16 toneladas de resíduos coletados e representando 63% de todas as coletas da startup na capital paulista.

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“Os estabelecimentos comerciais sempre foram os principais pontos de coleta. Porém, devido aos períodos de lockdown e restrições quanto aos horários para funcionamento, houve um aumento significativo das coletas realizadas em condomínios, já que as pessoas estão passando mais tempo dentro de casa. Temos recebido muitos contatos de síndicos e até mesmo de moradores, solicitando o serviço”, explica Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining.

Processo da coleta

Por meio de triciclos e sem emissão de gás carbônico, os coletores retiram os materiais dos condomínios e encaminham até um ponto de concentração (Hub). Quando se atinge um determinado volume, os materiais são devolvidos à cadeia produtiva. Em um aplicativo, também desenvolvido pela própria startup e por meio de tecnologia blockchain, é possível obter informações como data e local da coleta, quilos e destinação dos recicláveis.

“São mais de 700 pontos de coleta entre bares, restaurantes, lojas e condomínios e cerca de 23 coletores, sendo que 70% já trabalhavam na coleta informal e, hoje, têm seus direitos trabalhistas respeitados, com salários garantidos e impostos pagos, além dos equipamentos de proteção individual que garantem um trabalho íntegro e digno”, conta o executivo.

Até o momento, a Green Mining já coletou e enviou para a reciclagem mais de 1,7 milhão de quilos de resíduos e evitou a emissão de mais de 285 mil quilos de CO2. No site da empresa, é possível acompanhar, em tempo real, as atualizações dos dados.

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