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Plástico japonês se dissolve na água do mar em horas

Plástico criado por cientistas no Japão é não tóxico, não poluente e atrai atenção da indústria por seu potencial sustentável

Published 13/06/2025

Um novo tipo de plástico, desenvolvido por cientistas no Japão, despertou grande interesse da indústria de embalagens por sua capacidade de se degradar rapidamente na água do mar. A inovação atraiu a atenção devido ao seu potencial de reduzir significativamente o impacto ambiental do lixo plástico.

O material se decompõe em apenas duas ou três horas, dependendo de sua espessura e tamanho, transformando-se em compostos nutritivos para bactérias oceânicas. Essa solução promissora pode contribuir de forma importante para diminuir a poluição marinha. Segundo o portal Good News Network, a quantidade estimada de resíduos plásticos nos oceanos chega a 3.000%.

Foto: Naja Bertolt Jensen na Unsplash

A pesquisa foi realizada em um laboratório na cidade de Wako, próximo a Tóquio. Os cientistas utilizaram dois monômeros iônicos para formar uma ligação salina na base do novo polímero plástico. Embora mantenha resistência e flexibilidade comparáveis às dos plásticos convencionais derivados de petróleo, o material se dissolve rapidamente ao entrar em contato com a água salgada do oceano, devido à sua alta sensibilidade ao sal.

O desenvolvimento é fruto de uma parceria entre o RIKEN Center for Emergent Matter Science e a Universidade de Tóquio. Embora ainda não haja planos definidos para a comercialização do novo plástico, os pesquisadores já receberam manifestações de interesse de representantes do setor de embalagens.

Além de não ser tóxico nem inflamável, o plástico também não emite CO₂. Diferentemente das garrafas e embalagens plásticas convencionais, ele não libera produtos químicos ou microplásticos no corpo humano.

Outro benefício é sua degradação em solos: devido à presença de pequenas quantidades de sódio na maioria dos tipos de solo ao redor do mundo, o plástico também se decompõe em poucas semanas quando enterrado.

“Como as crianças não podem escolher o planeta em que viverão, é nossa responsabilidade, como cientistas, garantir que deixemos o melhor ambiente possível para elas”, afirmou Takuzo Aida, líder da equipe de pesquisa.

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