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Inspirados em conchas, canadenses criam vidro mais forte

Pesquisadores da Universidade McGill criaram material 5 vezes mais resistente a quebras que o vidro comum

vidro conchas
A madrepérola inspirou cientistas canadenses a criarem um novo material. Foto: Pi-Lens | Depositphotos
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A parte interna das conchas foi o ponto de partida para que cientistas canadenses criassem um vidro mais forte e resistente que o normal. Com uma resistência semelhante à do plástico, o vidro desenvolvido por pesquisadores da Universidade McGill pode ganhar diversas utilidades, como por exemplo as telas de novos smartphones.

“A inovação vem para trazer um novo equilíbrio entre resistência e transparência do vidro. O material que criamos não é apenas três vezes mais forte que o vidro normal, é também cinco vezes mais resistente à quebras”, explica Allen Ehrlicher, professor do  Departamento de Bioengenharia da Universidade McGill.

Foto: Pixabay

Allen explica que a inspiração veio da natureza, mais precisamente da parte interna de algumas conchas revestidas por madrepérola. O novo material é uma mistura de vidro e acrílico.

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“A natureza é uma professora de design. Estudar a estrutura de materiais biológicos e entender como eles funcionam é uma fonte de inspiração e, muitas vezes, de projetos para novos materiais.”

Allen Ehrlicher, professor do  Departamento de Bioengenharia da Universidade McGill
Imagem: Universidade McGill

Os pesquisadores explicam que o revestimento da madrepérola tem a resistência de um material rígido com a durabilidade de um material maleável. Ele é composto por pedaços rígidos de matéria de calcário cobertos por uma proteína que tem boa elasticidade. Essa estrutura garante uma resistência excepcional, que chega a ser 3 mil vezes maior do que a resistência isolada dos materiais que fazem parte da composição.  

A equipe da Universidade McGill reproduziu a estrutura da parte interna das conchas, intercalando camadas de vidro e acrílico produzindo um material extremamente forte que pode ser produzido de forma simples e econômica. O próximo passo foi garantir que este material, originalmente opaco, fosse transparente.

Imagem: Universidade McGill

“Precisamos ajustar o índice de refração do acrílico e mesclar o material perfeitamente com o vidro. Com isso o resultado final foi algo verdadeiramente transparente”, explica Ali Amini, pesquisador e pós-doutorando da Universidade McGill. Antes de lançar o vidro para o mercado, os cientistas pretendem fazer alguns ajustes na tecnologia de produção, tornando o material ainda mais resistente a quebras e incorporar recursos para que seja possível mexer na cor, mecânica e condutividade do produto final.

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