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O que fazer em São Paulo em setembro de 2025

Agir pelo planeta: programação une cultura, justiça climática e saberes ancestrais

Published 16/09/2025
Setembro de 2025

Baile da Terra 2022 no Tendal da Lapa

Em um momento em que os desafios sociais e ambientais se tornam cada vez mais urgentes e interconectados, o pensamento crítico, a arte e o diálogo coletivo são essenciais para a construção de futuros possíveis. Setembro de 2025, como já adiantamos aqui, marca um período intenso de mobilizações. Por meio de festivais, encontros e vivências, diferentes iniciativas convidam o público a refletir e agir diante das urgências que afetam o planeta.

Dentre uma série de eventos que colocam em pauta os grandes desafios do nosso tempo, destacamos abaixo o que está acontecendo na capital paulista. A chegada da primeira edição brasileira do Festival Agir pelo que Vive, a participação do Sesc São Paulo na Virada Sustentável, o Festival Baile na Terra, a tradicional remada no Tietê promovida pela SOS Mata Atlântica e os Diálogos Antirracistas, realizados pelo CEERT, são algumas das ações que transformam a cidade em um grande espaço de escuta e troca. 

Reunindo lideranças indígenas, ativistas, artistas, educadores e pesquisadores, esses eventos reforçam a importância do engajamento social e cultural na construção de um mundo mais justo e sustentável – onde a preservação dos ecossistemas caminha lado a lado com a luta por direitos e por dignidade. Confira a programação completa abaixo:

Festival francês Agir pour le Vivant (Agir pelo que Vive)

O Festival Agir pour le Vivant é realizado anualmente, desde 2020, na cidade de Arles (França) e em outros países como Colômbia, Japão e Camarões, promovendo encontros que abordam uma constelação de temas relacionados aos complexos desafios sociais e ambientais enfrentados atualmente. Este ano, entre os dias 17 e 20 de setembro de 2025, acontece a primeira edição do Agir pelo que Vive no Brasil, como parte da programação do Sesc São Paulo na temporada França-Brasil 2025. 

O festival Agir pour le Vivant foi criado em 2020 com o objetivo de promover encontros e reflexões críticas sobre os impactos da ação humana sobre a vida no planeta. Foto: Divulgação

As unidades Sesc 14 Bis e o Centro de Pesquisa e Formação (CPF) recebem profissionais como a jornalista Eliane Brum, a ativista francesa Fatima Ouassak, o músico camaronês Blick Bassy, a liderança indígena Jerá Guarani, os pensadores e escritores Edson Kayapó e Aline Ngrenhtabare Lopes Kayapó, e a artista visual Maya Mihindou. Esses nomes compõem com outras pessoas uma série de ações propositivas inspiradas no tema da “ecologia da libertação” que promove reflexões sobre o direito à terra e à cidade, memória e saberes ancestrais como formas de leitura da crise ecológica, internacionalismo solidário, emancipação de corpos e territórios, eco feminismo e agricultura comunitária.

Programação completa:

19h – Por um arquipélago de territórios em resistência Manifesto por um internacionalismo baseado na solidariedade. Com Blick Bassy, Jean d’Amérique, Juliette Rousseau, Eliane Brum e Txai Suruí e Jerá Guarani. Retirada de ingressos on-line.

Local: Teatro Raul Cortez – Sesc 14 Bis

14h -Por uma ecologia pirata: E a liberdade será nossa. Com Fatima Ouassak. Inscrições on-line.

Local: Centro de Pesquisa e Formação

15h às 18h – Realejo do cultivo. Com Casa Flor’Esta.

Local: Sesc 14 Bis

15h30 às 17h30 – Emancipação pela terra: a terra como espaço de subsistência e dignidade. Com Fatima Ouassak, Jera Guarani e Jocilene Araújo Santana. Inscrições on-line.

Local: Centro de Pesquisa e Formação

19h30 às 21h – Direito à terra, direito à cidade: agricultura comunitária, estratégias de resistência e autonomia urbana. Com Jurandir Djekupé e Carmen Silva. Mediação: Claudia Visoni. Inscrições on-line.

Local: Centro de Pesquisa e Formação

11h às 13h – O poder das mães – Repensando a figura materna nas lutas ecológicas e sociais. Com Fatima Ouassak, Cristine Takuά. Mediação: Ane Rocha. Inscrições on-line.

Local: Centro de Pesquisa e Formação

 14h às 15h – “Pequenaude”: escrevendo a partir de ruralidades feridas. Com Juliette Rousseau. Inscrições on-line.

Local: Centro de Pesquisa e Formação 

15h30 às 17h30 – Re-habitar o Corpo-Território como Feministas: Perspectivas Feministas e Ecofeministas sobre a Reexistência Territorial. Com Juliette Rousseau e Vilma Martins Mediação: Juliane Sousa. Inscrições on-line.

Local: Centro de Pesquisa e Formação

18h – A Última Árvore: Narrativas para Adiar o Fim do Mundo. Com Edson Kayapó e Aline Panhonka Kayapó.

Local: Sesc 14 Bis

19h30 – Oficina de escuta: Música como Arquivo e Memória de Luta. Com Blick Bassy.

Local: Sesc 14 Bis

11h às 13h – Experiência imersiva: expedição ao Sítio Arqueológico Saracura Vai-Vai. Com integrante do Movimento Saracura Vai Vai. Inscrições on-line.

Unidade responsável: Centro de Pesquisa e formação

11h às 13h – Alimento é Memória: Baião de Dois Vegano. Com Cícero Umbelino da Silva. Retirada de senhas com 30 minutos de antecedência.

Local: Sesc 14 Bis

Baião de dois vegano. Foto: YAM

13h30 às 15h30 – Costuras de Resistência: O Rio que o Asfalto Esconde. Com Horta Comunitária do Bixiga. Retirada de senhas com 30 minutos de antecedência.

Local: Sesc 14 Bis

14h às 15h – Conferência-performance: Memória da Terra, por uma retomada decolonial da memória ecológica. Com Maya Mihindou.

Inscrições on-line. Local: Centro de Pesquisa e Formação

15h às 17h – Por uma memória dos lugares destruídos pela catástrofe climática: rituais coletivos de luto ecossistêmico. Com Sophie Gosselin.

Inscrições on-line. Local: Centro de Pesquisa e Formação

17h30 às 18h30 – Histórias africanas e realidades ecológicas: algumas perspectivas. Com Elgas e Blick Bassy.

Inscrições on-line. Local: Centro de Pesquisa e Formação

Sesc na Virada Sustentável 2025

De 17 a 21 de setembro de 2025, acontece a Virada Sustentável 2025, que está completando 15 anos de história. Nesta matéria, você encontra os principais destaques da programação.

Como parceiro do festival, o Sesc São Paulo, a partir do dia 19, realiza atividades gratuitas de Educação para a Sustentabilidade com vivências, oficinas, visitas mediadas e espetáculo.

Foto: Gustavo Faria

No Sesc Interlagos, a vivência Observando os Rios, convida o público a realizar a análise da qualidade da água da represa Billings através de medições físicas e químicas. Na atividade, Plantação de Brincadeiras, realizada no Jardim das Brincadeiras, espaço ambiental da unidade, estimula as crianças a construírem suas brincadeiras a partir da interação com uma diversidade de elementos naturais que o ambiente oferece: terra, troncos, gravetos, sementes, folhas, flores e muitos outros.

No Sesc Itaquera, a oficina Mãos na Terra: Técnicas de Compostagem e Adubação o público é convidado a cultivar diversas mudas de hortaliças e ervas aromáticas com o composto orgânico coletado da composteira da unidade, com Reciclaorgânico. A visita mediada, Trilha da Samambaiaçu: Mata Atlântica e Emergência Climática, realiza uma reflexão sobre como a regeneração da Mata Atlântica pode nos ajudar na adaptação e indicar caminhos sobre a crise climática, com Agentes de Educação Ambiental.

No Sesc Galeria, a visita mediada, Pelo Centro: Caminho das Árvores propõe um olhar sensível e crítico sobre o ambiente urbano, valorizando a memória e a observação das dinâmicas sociais e culturais do território, com Instituto Trilhas. No Sesc Vila Mariana, o espetáculo Plantando Água: Bloco Fluvial do Peixe Seco no Plantio Global, embala um o mutirão com suas reflexões musicais sobre as águas da cidade e suas maiores guardiãs, as árvores, com Bloco Fluvial do Peixe Seco.

Virada Sustentável no Sesc Itaquera 

Oficina 

Mãos na Terra: Técnicas de Compostagem e Adubação 

Com Reciclaorgânico 

Nessa atividade vamos debater sobre a importância da compostagem para variados plantios a partir da retirada do composto produzido pela composteira Sesc Itaquera. A oficina versará sobre gestão de resíduos orgânicos e ciclagem de nutrientes para o solo. O público será convidado a cultivar diversas mudas de hortaliças e ervas aromáticas com o composto orgânico coletado da composteira.

Dia 20/09. Sábado, 14h. Classificação indicativa: Livre.

Local: Jardim das Brincadeiras – Sesc Itaquera

Grátis. Inscrição: Retirada de senha com 10 minutos de antecedência.

Visita Mediada 

Trilha da Samambaiaçu: Mata Atlântica e Emergência Climática 

Com Agentes de Educação Ambiental 

A crise climática é um dos grandes desafios da humanidade e entre discussões, dúvidas e urgências para a ação, você sabe como a Mata Atlântica pode nos ajudar a compreender esse processo e talvez indicar caminhos? Venha trilhar com os educadores ambientais do Sesc Itaquera nessa Virada Sustentável e descobrir o que um dos biomas mais diversos (e afetados) tem a nos ensinar sobre esse desafio.

Dia 21/09. Domingo, 14h. Classificação indicativa: A partir de 07 anos

Local: Trilha da Samambaiaçu – Sesc Itaquera

Grátis. Inscrição: Ponto de encontro no Jardim de Inverno. Em caso de chuva, a atividade poderá ser cancelada.

Sesc na 15ª VIRADA SUSTENTÁVEL 

Fórum Virada Sustentável 2025 acontece no Centro Cultural São Paulo e é aberto ao público. Foto: Virada Sustentável

De 19 a 21 de setembro de 2025 

Programação completa: sescsp.org.br/viradasustentavel  

Unidades: Galeria, Interlagos, Itaquera e Vila Mariana

Grátis.

Festival Baile na Terra 2025

Neste sábado, 20 de setembro, das 11h às 21h, acontece em São Paulo, no Tendal da Lapa, a 4ª edição do Festival Baile na Terra, que desde 2022 conecta música, arte e debate sobre o clima. Em 2025, ano em que a Amazônia será palco da COP30, o festival apresenta o tema “A Hora da Onça Beber Água”, destacando a onça-pintada (îagûareté) como guardiã dos biomas brasileiros, símbolo de resistência indígena e indicador de ecossistemas saudáveis.

Com programação gratuita e aberta ao público, o Baile na Terra 2025 reúne artistas de diferentes territórios e estilos musicais, unindo sons que vão do carimbó ao reggae, do manguebeat ao pop. Além dos shows, o evento conta com cortejo, gastronomia agroecológica, feira de produtos indígenas, oficinas e ações de mobilização social pela preservação das florestas e dos povos que nelas vivem. 

A quarta edição do festival Baile na Terra traz o tema “A Hora da Onça Beber Água”, com shows, cortejo, gastronomia, arte e clima. Entrada gratuita.

A abertura oficial será marcada pelo tradicional Bloco do Água Preta, que há 12 anos celebra o Rio Água Preta e chega ao Baile na Terra com um cortejo de carnaval fora de época vibrante. 

Um dos momentos especiais deste ano será o encontro, inédito em palcos de festivais, entre Felipe Cordeiro, mestre da guitarrada paraense, e Lúcio Maia, a guitarra inconfundível do Manguebeat, representando também simbolicamente, pelo som das guitarras, um encontro de onças da Amazônia e dos manguezais da Mata Atlântica. 

Como destaca Felipe Cordeiro, “dividir o palco com Lúcio Maia é uma alegria e uma honra. A guitarrada e o manguebeat conversam pelo símbolo e pela criatividade. É o Norte e o Nordeste, juntos falando alto e dando uma mostra da nossa diversidade”.

​​A programação musical segue com o afrofuturismo de Edgar e seu show REWIND, que conecta periferia e ancestralidade; a força da Música Popular Originária de Kaê Guajajara, voz que nasce da floresta e da favela; e a apresentação do coletivo indígena Kanewi, da etnia Kariri Xocó, trazendo os cantos e danças tradicionais dos Torés Fulkaxós. “Existe um grande poder em celebrações que unem narrativas por um mundo mais plural, vivo e pulsante. Esse baile é um convite para uma dança cósmica, um movimento de transformação e aprendizado.”, diz Kaê Guajajara. 

O festival também é um espaço de mobilização ambiental e social, com parcerias para venda de produtos indígenas em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e gastronomia da Cozinha da Ocupação 9 de Julho, com menu orgânico, agroecológico e ancestral.  

“O Baile na Terra é mais que um festival: é um chamado coletivo para debater o clima a partir da cultura. Ao unir cultura, música e arte, queremos inspirar a ação climática e fortalecer a mobilização coletiva, especialmente neste ano em que a COP30 volta os olhos do mundo para a Amazônia, para o Brasil e para a América Latina. É um momento para celebrar e reafirmar que a preservação do planeta depende do engajamento de todas as pessoas”, afirma Jonaya de Castro, diretora do Festival Baile na Terra. 

O evento reforça ainda esse compromisso ambiental com a oferta de água gratuita em bebedouros, uso de copos reutilizáveis e gestão de resíduos.

A identidade visual da edição 2025 é novamente assinada pelo artista indígena Denilson Baniwa, que traz a onça como elemento central, simbolizando a força e a resistência dos biomas brasileiros. 

As ações deste ano pelo Dia da Amazônia realizadas durante o mês de setembro por diversas organizações, movimentos e coletivos têm como mote “Celebrar a Amazônia e os biomas é soberania”. As atividades, de maneiras diversas, abordarão as ameaças e a emergência climática como fatores de relevância para a soberania nacional e para o dia a dia das pessoas e do planeta. Ao mesmo tempo, os organizadores de cada atividade pretendem comemorar a abundância da Amazônia e dos demais biomas brasileiros, em uma mensagem de otimismo.

Bloco do Água Preta

O Festival Baile na Terra 2025 é uma realização do labExperimental e do Condô Cultural, com fomento do edital de Festivais de Música da Secretaria Municipal de Cultura. Tem apoio do Instituto Lamparina, Instituto Goethe, Instituto Clima e Sociedade (ICS), Instituto Socioambiental (ISA), do Megafone Ativismo, além da parceria com o Tendal da Lapa e movimentos e coletivos culturais e ambientais.

Além das atividades do sábado, a programação conta ainda com o lançamento da revista Febre 02 na sexta-feira (19) e o bloco Unidos pelo Clima, no domingo (21), na Av. Paulista. 

Programação 2025: 

11h – Bloco do Água Preta (chegada no Tendal 14h)

14h – Toré Fulkaxó com Coletivo Kanewi

15h – Edgar

17h – Kaê Guajajara

19h – Felipe Cordeiro e Lucio Maia Trio

DJ Lys e DJ Raiz nos intervalos

Exposição e Arte: mostra inspirada na história e simbologia da onça-pintada

Gastronomia e Feira: Cozinha da Ocupação 9 de Julho (menu orgânico e agroecológico) e produtos indígenas do Instituto Socioambiental (ISA)

20 de setembro, das 11h às 21h. 

Tendal da Lapa: R. Guaicurus, 1100 – Água Branca, São Paulo – SP. 

Entrada gratuita. 

SOS Mata Atlântica promove remada no Tietê

Em celebração ao Dia do Tietê (22 de setembro), a Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) e o SP Águas, realiza no próximo sábado, 20 de setembro, uma remada simbólica no Rio Tietê. O evento terá início às 10h, na rampa de acesso ao rio próxima à Barragem da Penha. Na ocasião serão ainda comentados os novos dados do estudo Observando o Tietê, que inclui análises recentes sobre a qualidade da água ao longo da bacia hidrográfica do Rio Tietê – que serão divulgados na quinta, 18 de setembro.

A programação inclui três regatas competitivas (às 10h, 11h e 12h) e da remada recreativa, aberta ao público. A atividade será encerrada às 13h, com a premiação simbólica aos vencedores.

Foto: SOS Mata Atlântica

A iniciativa integra o compromisso contínuo da Fundação SOS Mata Atlântica e seus parceiros em monitorar, recuperar e dar visibilidade à luta pela despoluição do principal rio paulista, promovendo conscientização sobre a importância da preservação dos recursos hídricos.

“A remada mostra, de forma muito concreta, que o Tietê pode voltar a ser parte da nossa vida. É uma maneira de chamar atenção para o rio e lembrar que a recuperação dele depende do envolvimento de todos”, afirma Gustavo Veronesi, coordenador do Observando os Rios.

Com 1,1 mil quilômetros da nascente à foz, o rio Tietê atravessa o estado de São Paulo de leste a oeste e passa por áreas urbanas e de importante produção industrial, de energia hidrelétrica e agropecuária. É dividido em seis unidades de gerenciamento de recursos hídricos (UGRHs), também chamadas de bacias hidrográficas. A bacia do rio Tietê abrange 265 municípios, num total de mais de 9 milhões de hectares – 79% inseridos no bioma Mata Atlântica.

Diálogos Antirracistas 2025

Nesta semana, nos dias 17 e 18 de setembro, o Sesc Vila Mariana recebe a quarta edição dos Diálogos Antirracistas, encontro gratuito promovido pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), que celebra 35 anos de atuação na promoção da igualdade racial, de gênero e da democracia no Brasil. As inscrições para o evento podem ser feitas no site eventos.ceert.org.br.

A conferência de abertura será conduzida pela doutora Cida Bento, cofundadora do CEERT e autora do best-seller O Pacto da Branquitude (Companhia das Letras). Sob o tema “CEERT 35 anos – Construindo um Futuro Ancestral”, a programação traz reflexões sobre juventudes negras, educação, trabalho, justiça racial e justiça climática, destacando o protagonismo histórico do movimento negro na defesa da democracia.

Foto: Divulgação Ceert

Para Daniel Bento Teixeira, advogado e diretor executivo do CEERT, a iniciativa reafirma o papel estratégico da instituição:  “O Diálogos Antirracistas é uma oportunidade para evidenciar a contribuição do movimento negro para a consolidação da democracia brasileira. A atuação do CEERT se conecta diretamente com a luta por direitos e pelo enfrentamento ao racismo”, afirma.

Entre os nomes confirmados estão o cineasta Joel Zito Araújo, a diretora executiva do MOVER Natália Paiva, o pesquisador Antônio Carlos (Billy) Malachias e a professora Kênia Cristina Pereira Silva (IFSP), além de outras personalidades de destaque.

Mesas confirmadas

Apresentações musicais

Nos dois dias de evento, o público recebe atrações convidadas. Para encerrar a programação de quarta-feira (17), o grupo Samba de Dandara se apresenta a partir das 20h30. E, para fechar a quinta-feira (18) e os 35 anos do CEERT, um show exclusivo com o cantor Dudu Nobre, a partir das 21h. 

CEERT 35 anos: futuro com raízes ancestrais

Além de São Paulo, a celebração se estenderá por todas as regiões do país ao longo do ano, com encontros regionais, debates e rodas de conversa. Uma instalação comemorativa apresentará a trajetória do CEERT e sua influência nas conquistas do movimento negro brasileiro.

A edição de 2025 é inspirada no conceito de Tempo Espiralar, formulado por intelectuais negras, que desafia a ideia de tempo linear e propõe a construção de um Futuro Ancestral, moldado pelos saberes e valores herdados de gerações anteriores.

Diálogos Antirracistas 2025
Data: 17 e 18 de setembro de 2025 

Inscrições em eventos.ceert.org.brDudu Nobre | Show “Correr pelo Certo”  

CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades  

 

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